PSDB pede que Sarney se afaste da presidência do Senado
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Denise Madueño e Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado no plenário, anunciando a posição da bancada do partido que se reuniu na tarde de ontem. O afastamento seria temporário até a conclusão das investigações de irregularidades na Casa.
A situação do presidente do Senado ficou muito delicada, depois da decisão do DEM e do PSDB favoráveis ao seu afastamento do comando da Casa. O PDT formalizou ontem posição pelo afastamento, e o PSOL, que já recorreu ao Conselho de Ética contra o presidente da Casa, mostram Sarney a caminho do isolamento.
Aliados de Sarney se prendem ao apoio manifestado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à permanência dele no cargo. A bancada do PMDB, em reunião de emergência, manifestou apoio a Sarney. O ex-líder do partido Valdir Raupp (RO), mais cedo no plenário, fez um apelo aos líderes partidários para que deem 60 dias de prazo a Sarney, revelando a fragilidade do presidente da Casa.
A avaliação é que Sarney ainda dispõe de uma maioria frágil no Senado. O problema é que Sarney terá de passar diariamente pelo constrangimento de ter um grupo de cerca de 20 senadores pedindo a sua saída no plenário. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu se afastar da presidência da Casa, em 2007, depois de 17 senadores em uma única sessão, terem pedido sua renúncia.
Apesar de a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), subir a tribuna para defender Sarney, a bancada do PT está dividida e, qualquer decisão dos petistas, em reunião marcada para hoje, será politicamente desgastante para o partido.


