PSDB não emplaca coordenação no PR
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terça-feira, 21 de julho de 1998
Leandro Donatti 
O PSDB do Paraná saiu em desvantagem na queda-de-braço travada com o PFL pelas atenções do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante a campanha eleitoral deste ano. O presidente do diretório estadual do PFL, empresário José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, foi confirmado ontem à tarde como o coordenador geral da campanha do presidente no Estado, durante audiência solicitada pelo candidato do PSDB ao Senado, ex-governador Álvaro Dias, e pelo senador Osmar Dias (PSDB), junto ao comando geral da campanha presidencial.
Os tucanos poderão indicar apenas um colaborador para acompanhar as decisões de Carvalhinho. O nome ainda não está definido. O senador Osmar Dias disse que não aceitou a função por não se sentir à vontade com os pefelistas do Paraná. Vamos avaliar quem será esta pessoa. Eu serei o coordenador da campanha do Álvaro, ressaltou ontem, no início da noite, logo após a conversa com o coordenador geral da campanha de Fernando Henrique, Euclides Scalco, e com o coordenador operacional, Eduardo Jorge.
Osmar, que anteontem defendeu a designação de dois coordenadores, um do PSDB e outro do PFL, não considerou a confirmação de Carvalhinho como uma derrota. Não estamos preocupados com este tipo de coisa. Isso não interfere na eleição, é uma questão apenas burocrática, disse, deixando transparecer que a presença do presidente não é fundamental para a eleição do irmão em outubro.
Os tucanos não encontraram ainda espaço político para exigir exclusividade do presidente no palanque de Álvaro, nem a garantia de que haverá eventos políticos separados como pretendiam. Razão pela qual mais uma vez reforçaram que não estão dispostos a dividir espaço com o PFL do governador Jaime Lerner. E que o PSDB do Paraná não será entrave para a campanha de Fernando Henrique no Estado. Álvaro disse a Scalco e Eduardo Jorge que para dar visibilidade a sua postura de candidato independente ao Senado não se envolverá em palanques aonde estejam os dois candidatos ao governo.
A briga pelos comícios eletrônicos da campanha Pé na estrada não teve vencedores. O comando da campanha presidencial informou aos tucanos e aos pefelistas que as 30 gravações, a serem distribuídas pelas principais cidades do interior, serão exclusivas do presidente, sem a participação de qualquer outro candidato majoritário. A modalidade de campanha virtual, no entendimento dos articuladores políticos de Fernando Henrique, tem como objetivo único beneficiar candidaturas proporcionais (para deputados estadual e federal).
As decisões tomadas pelo comando da campanha presidencial não acabaram com o suspense que cerca a estréia da campanha do presidente no Paraná. A data para a homenagem, preparada pelas cooperativas e que servirá como o start da caça ao voto, ainda permanece indefinida. Carvalhinho disse ontem que não vê problemas em o PSDB indicar um colaborador. Eu não pedi para ser coordenador da campanha do presidente, fui convidado, assinalou.
O presidente estadual do PFL afirmou também que Osmar e Álvaro em nenhum momento fizeram restrições públicas à escolha de seu nome para a coordenação geral. E que a indicação não é sinal de que o PFL está se sobrepondo ao PSDB. Todos apoiamos a reeleição do presidente, considerou. Carvalhinho disse que aguarda um sinal-verde do comando geral, em Brasília, para desencadear a campanha do presidente no Estado. O dirigente não descarta a possibilidade da criação de um comitê Lerner-Álvaro-FHC no Paraná. Ele não soube informar o quanto de verba será repassada pelo comitê central.


