PSDB não abre mão de que conselho investigue Renan
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sábado, 30 de junho de 2007
Christiane Samarco<br> Agência Estado 
Brasília - A interferência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na escolha de relatores do processo a que responde no Conselho de Ética do Senado pode gerar baixas que inviabilizarão, de vez, o funcionamento do colegiado. Irritado com o comportamento do recém-eleito presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que participa do conselho e é cotado para suceder o colega Tasso Jereissati (CE) na presidência do PSDB, disse que o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), vai reunir a bancada na próxima terça-feira para discutir o que fazer. ''Se a decisão majoritária for a de não apurar as denúncias do caso Renan, o PSDB pode se retirar do conselho'', afirma Guerra.
Como o PSDB vê a nova crise por que passa o Conselho de Ética do Senado, depois do ''desconvite'' ao terceiro relator, o senador Renato Casagrande (PSB-ES)?
Sérgio Guerra - Nós do PSDB não fizemos prejulgamento nem pedimos a cabeça de ninguém. Mas golpe a gente não aceita. Desse jeito o partido pode evoluir e passar a defender que o presidente do Senado se afaste do cargo. Exportar essa crise para a Justiça, sem que o conselho se manifeste, não é solução.
Quem foi que deu um golpe no conselho? O novo presidente?
Guerra- O episódio do senador Quintanilha, com o ''desconvite'' a Casagrande, é inaceitável. Esse recuo é o caminho para o caos.
E quem vai pagar a conta dessa operação política desastrada?
Guerra - Quem paga a conta é o presidente Renan e o Senado.


