Curitiba - O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, jogou um balde de água fria na animação na ala tucana e nos peemedebistas do Paraná que comemoravam a aprovação da coligação entre as duas legendas, selada em convenção na noite de quinta-feira. Logo após o encerramento da convenção do PSDB do Paraná, por volta das 20h30 de quinta-feira, Jereissati assinou a resolução número 9, anulando a aliança com o PMDB. Essa decisão tumultuou o cenário político, porque ontem foi o último dia para realização das convenções. Até o fechamento desta edição, as conversas continuavam em aberto entre os partidos e iriam noite adentro.
Conforme a resolução de Jereissati, fica ''anulada a celebração de coligação entre PSDB e PMDB''. A executiva nacional já determinava que todas as convenções estaduais precisariam respeitar as diretrizes da cúpula nacional. Segundo o presidente estadual do partido, deputado Valdir Rossoni, a decisão foi porque a executiva nacional entendeu que a coligação não atende aos interesses da campanha do candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin. ''Não há uma posição firme de apoio ao Alckmin'', justificou ao chegar ontem à convenção que homologou a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. ''Considero o PSDB liberado para cada um seguir o caminho que quiser'', completou Rossoni.
Apesar de anular o acerto com o PMDB, segundo Rossoni, as candidaturas a deputado estadual, federal e ao Senado definidas pelo partido no Paraná continuam valendo. Só foi anulada a coligação com o PMDB do governador Roberto Requião. Entretanto, o nome do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), principal defensor da coligação com o PMDB e, até ontem, candidato a vice-governador na chapa de Requião por causa da coligação, não está na lista de candidatos a deputado estadual. ''Mas damos um jeito. Alguém ainda pode desistir'', garantiu Rossoni.
A tarde foi movimentada para os tucanos do Paraná. Tensos, eles aguardavam os desdobramentos do caso. Os peemedebistas também ficaram confusos. Não sabiam oficialmente da decisão do PSDB nacional e estavam reunidos em Curitiba sem prazo para encerrar os debates. O diretório regional do PMDB, reunido à noite para homologação das candidaturas definidas na convenção do partido, trabalhava com duas posssibilidaes: homologar a chapa com o PSDB, com possibilidade de mudança posterior, ou lançar chapa pura, com Orlando Pessuti como vice. Na reunião, o diretório homologou o nome de 57 candidatos a deputado estadual e 28 a deputado federal.
Brandão foi procurado para comentar a resolução mas não atendeu às ligações. Informações não oficiais davam conta que ele estaria reunido com a cúpula do PMDB no Palácio Iguaçu. Segundo Rossoni, só cabe recurso à executiva nacional do partido e não à Justiça. ''É possível entrar com recurso no diretório nacional. É uma questão interna do partido'', explicou.
Em meio a tanta indefinição, o PCdoB foi uma exceção e se definiu. O partido bateu o martelo e oficializou apoio ao PT de Lula.

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