PSDB mineiro terá domingo tenso
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sábado, 21 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
Arquivo FolhaFranco: conversa com FHC em Washington pode decidir destino do ex-presidenteO domingo do PSDB mineiro será nervoso. O motivo da apreensão dos tucanos mora temporariamente em Washington e se chama Itamar Franco. Embaixador brasileiro junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), Itamar toma café da manhã com o presidente Fernando Henrique Cardoso às 11 horas, em Nova York. O grande temor dos tucanos de Minas Gerais, empenhados em reeleger o governador Eduardo Azeredo, é o de que o encontro entre o presidente e seu antecessor produza um acordo eleitoral que faça Itamar desistir do Palácio do Planalto e tentar o Palácio das Liberdades. Itamar Franco está deixando a OEA este mês e terá tempo integral para pensar numa candidatura.
Preocupado com a consequência das especulações, líderes e dirigentes do PSDB anteciparam um discurso de defesa de Fernando Henrique. Não tenho dúvidas de que o presidente não fará nada que atrapalhe o projeto de seu partido em Minas, sustentou, na sexta-feira, o líder tucano na Câmara, Aécio Neves (MG). O deputado apenas repetiu o que dissera, três dias antes, o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, para acalmar o PSDB de São Paulo. A causa da irritação dos paulistas foi outro encontro cercado de especulações prejudiciais ao PSDB: o de Fernando Henrique com o ex-prefeito Paulo Maluf.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, três dos seis Estados governados por tucanos, são as prioridades eleitorais do PSDB em 1998. A direção nacional do partido avalia que não basta ser bem sucedido na disputa pela presidência da República. É fundamental para o PSDB que os projetos estaduais também sejam vitoriosos, resumiu o presidente do partido, senador Teotônio Vilela (AL). E temos boas chances de vencer as eleições nos três Estados, avaliou o líder Aécio Neves.
Não é o que pensam os parceiros do PFL. Decididos a sair do Nordeste e ampliar a presença do partido no centro sul do País, onde o PFL ainda é muito fraco, os dirigentes pefelistas decidiram lançar candidato próprio em Minas, São Paulo e no Rio. Tanto que o presidente do PFL mineiro, senador Francelino Pereira, também está em Nova York hoje, fazendo a corte a Itamar. Ao mesmo tempo em que as direções nacionais do PSDB e do PFL insistem na aliança dos dois partidos no Estado, o PFL mineiro trabalha a alternativa da candidatura própria ao governo estadual, com Itamar Franco.
O preferido da executiva nacional do PFL para disputar o Palácio dos Bandeirantes é o senador Romeu Tuma.
Se em Minas e São Paulo os pefelistas admitem discutir o cabeça de chapa, no Rio do governador tucano Marcello Alencar a situação é bem diferente. O César Maia é a estrela que vai consolidar a presença do PFL no centro sul, aposta o presidente do partido, deputado José Jorge (PE). Ele e o presidente do PSDB estão empenhados numa coligação, apontada por ambos como possível e desejável. O problema é que cada um quer emplacar o seu candidato.


