Brasília Alheios aos atuais resultados das pesquisas que apontam um quadro desanimador para o ministro da Saúde, José Serra, na preferência dos eleitores, os tucanos mantêm o otimismo e recorrem à história recente do PSDB. Citam, como exemplo, a eleição do então governador de São Paulo, Mário Covas, em 1994. Líderes do partido lembram que, uma semana antes da eleição, ele ocupava o quarto lugar nos levantamentos. ‘‘Ele ganhou porque o eleitor percebeu que era o mais competente, o mais íntegro, o que tinha mais conteúdo’’, afirma um dirigente da legenda.
‘‘Vamos fazer campanha de cabeça erguida’’, assegura o prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Ele concorda com os colegas de legenda quanto ao crescimento ‘‘lento e constante’’ da candidatura de Serra até as eleições de outubro. A estratégia da sigla começa este mês, quando o ministro da Saúde lançará informalmente a candidatura a presidente.
De acordo com um tucano, como candidato, Serra passará a falar sobre todos os temas, numa provocação para que os demais façam o mesmo e tropecem. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), é o alvo principal dessa tática, sobretudo, depois de o alto comando da agremiação ter identificado que os articuladores da campanha dela têm feito o possível para a esconder. ‘‘Eles sabem da fragilidade da candidatura’’, alega.

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