PSDB libera apoio individual a Nedson
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O prefeito Nedson Micheleti (PT) e o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) enfim se encontraram para conversar pessoalmente na tarde de ontem. Entretanto, o partido tucano não definiu por completo o apoio ao PT. Na reunião realizada ontem à noite, o diretório municipal do PSDB decidiu liberar todos os membros a apoiar individualmente a candidatura de Nedson. Hauly garantiu que a decisão final do PSDB sai com certeza na segunda-feira. ''Otimizamos a conversa mas o tempo foi muito pouco. Estamos propondo mudanças programáticas, o PT não poderá dar continuidade à mesma administração, queremos mudanças'', argumentou o deputado.
Na primeira reunião, realizada anteontem, Hauly reclamou que o prefeito sequer o havia procurado para buscar o apoio do partido e chegou a afirmar que o resultado da eleição não era de responsabilidade do PSDB. Ontem, mais calmo, o deputado acenou para a possibilidade de acordo entre os partidos.
Presente à reunião, Wilson Moreira ponderou que o partido não pode deixar escapar a oportunidade de realizar mudanças numa eventual administração petista. ''Podemos conseguir que o prefeito acate parte do nosso programa de governo'', considerou.
A decisão dos tucanos foi vista com bons olhos pelo presidente do diretório municipal, vereador Tercílio Turini. Ele já declarou voto em Nedson e ponderou que o PSDB é um partido de militância forte, sendo comum aparecer divergências. ''Liberar os companheiros para apoiar o Nedson foi uma posição inteligente porque a eleição é curta'', afirmou. Na primeira reunião, discussões fortes e posições contrárias deram o tom às declarações.
No começo da reunião, Turini comunicou aos membros o recebimento de fax assinado pelo presidente da executiva estadual, deputado Hermas Brandão. De acordo com Turini, o fax ameaçava intervir, dissolver ou mudar a direção do diretório municipal. ''Fiquei surpreso porque estamos fazendo discussão de um assunto eminentemente local e vem um fax com essas ameaças incríveis'', relatou. Turini pôs o assunto em discussão e disse que só cederia à decisão se o diretório municipal assim o quisesse. ''Já estou vivido, experiente, maduro. Não vou me curvar a ameças e recados desse jeito'', desabafou.
Por consenso e sugestão de Hauly, a reunião seguiu ignorando a ameça da estadual. Ao final, Hauly disse que é secretário da executiva estadual. ''A gente resolve isso'', resumiu.
O PFL, coligado ao PSDB no primeiro turno, realiza hoje pela manhã a reunião que irá determinar os rumos do partido nesse segundo turno. O partido tem como filiada Emília Belinati (esposa do candidato Antônio Belinati - PSL). O vice presidente da Executiva Estadual do PFL, deputado estadual Durval Amaral, garantiu ontem que a legenda ''não vai ficar em cima do muro''.


