Pressionada por deputados federais e amigos que tem na direção regional, a direção nacional do PSDB está ‘lavando as mãos’ na briga interna do partido, gerada com o convite de filiação feito pela maioria da executiva ao governador Jaime Lerner (PDT), na madrugada da última quarta-feira. Ontem, o presidente interino da executiva nacional, deputado federal Arnaldo Madeira, antecipou que não vai ‘‘entrar no mérito da questão’’.‘‘O partido no Paraná é que vai decidir se é a maioria da executiva ou do diretório que tem a competência para deliberar’’, disse à Folha ontem.
Madeira levou a questão para a reunião semanal da executiva nacional ontem, em Brasília. Durante a manhã, foi procurado por representantes dos dois lados. O deputado federal Luiz Carlos Hauly tratou de relatar o tumulto da reunião da última terça-feira e reforçar as razões de seu grupo, que é contrário ao ingresso de Lerner. Horas depois, o deputado Beto Richa - filho do ex-senador José Richa -, defendeu o convite já feito e aceito pelo governador. Beto Richa estava acompanhado de outros deputados.
Mas o assunto ficou em banho-maria. ‘‘Em oito anos, a executiva nacional do PSDB jamais interferiu em filiações e não será agora que o faremos’’, afirmou Arnaldo Madeira. Ele diz ‘‘ter ouvido os argumentos das duas partes sem se posicionar’’. Madeira adotou uma postura diferente da manifestada pelo titular da executiva, Teotônio Villela Filho, há cerca de um mês. Villela Filho disse que a instância deliberativa é o diretório estadual. Madeira foi mais abrangente. Disse que a decisão tanto pode ser tomada pela maioria da executiva, como do diretório.

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