Curitiba - O PSDB do Paraná homologou, na tarde de ontem, a candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo do Estado. A tradicional convenção deu lugar a uma reunião fechada, na sede do partido na Capital. A comissão executiva provisória oficializou o candidato com 13 votos unânimes, dos 19 convencionais com direito a voto. Os demais justificaram ausência.
Foi aprovada ainda autorização para o partido compor chapa com outros partidos, nas eleições majoritária e proporcional, e as listas com 40 nomes para deputados estadual e 25 para federal.
A não inclusão do nome do deputado federal Luiz Carlos Hauly – que pretende se reeleger – na lista dos candidatos à Câmara Federal causou mal-estar na convenção e gerou uma situação desagradável para o presidente estadual da legenda, deputado federal Basílio Villani.
Antigo aliado do senador Alvaro Dias (ex-PSDB e hoje pré-candidato ao governo pelo PDT), Hauly presidiu diretório estadual por cerca de dois meses, antes de Villani assumir em setembro do ano passado, em caráter provisório, o comando do PSDB regional. Alvaro e Osmar Dias (PDT) tiveram que deixar o PSDB para evitar um processo de expulsão. A cúpula nacional tucana alegou, para afastá-los, o fato de ambos terem se recusado a retirar suas assinaturas da CPI da Corrupção – criada pela oposição para investigar o governo FHC.
Ao saber, pela imprensa, que seu nome não estava na lista, Hauly – vice-líder do partido na Câmara – foi cobrar explicações imediatamente de Villani, que estava iniciando a entrevista coletiva. ‘‘Deve ter havido algum engano. Meu candidato é o do PSDB. Jamais trairei meu partido. Tomo como retaliação a não inclusão de meu nome’’, disse.
Villani prometeu resolver o caso mais tarde, mas lembrou da existência de ação da Justiça, elaborada pelos aliados de Hauly, com o objetivo de anular a nomeação da comissão provisória. Durante o processo de expulsão de Alvaro e Osmar, os aliados dos irmãos Dias entraram com seis ações judiciais. O caso está pendente. ‘‘Pessoas com ação na Justiça comum contra o partido não podem ser candidatos, porque não trabalhariam para o candidato do partido. Mas ele declarou que vai trabalhar’’, disse Villani, sinalizando que ainda haveria chance de Hauly ingressar na lista.
Questionado sobre que atitude tomaria, Hauly disse que ainda não decidiu. À noite, sua assessoria informou que o comando nacional não concorda com a ausência de seu nome na lista, e que Hauly está sendo orientado por seus advogados.

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