PSDB firma com esquerda e direita
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sexta-feira, 10 de julho de 1998
Christiane Samarco Agência Estado 
O PSDB cobra a presença do candidato Fernando Henrique Cardoso nos estados, para reforçar seu palanque onde os tucanos disputam o governo com aliados da reeleição, casos de São Paulo e Minas Gerais. Mas em nove unidades da federação foi o PSDB quem se coligou com um ou mais partidos de esquerda, reforçando o palanque adversário, do candidato petista a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Isto sem falar no PPS do candidato Ciro Gomes, com quem o PSDB está coligado em oito estados, inclusive Distrito Federal.
Os tucanos do Acre fecharam com todos os partidos de esquerda: PT, PSB e PC do B. Na Bahia e no Maranhão, a coligação inclui PDT e PSB. No Piauí, o partido está com PT e PSB, e, no Rio Grande do Norte, a parceria é com o PSB. Os socialistas também estão coligados com PC do B e PSDB em Roraima. Os parceiros nacionais da reeleição - PSDB, PFL e PTB - só conseguiram se juntar em torno de um único candidato a governador em quatro estados: Amapá, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Sul.
O PFL, que vende a imagem de partido mais leal ao governo no Congresso, também está ampliando o palanque adversário de Fernando Henrique em oito estados. Na Paraíba e em Tocantins, os pefelistas uniram-se ao PDT do vice da chapa de Lula, Leonel Brizola. O PSB é parceiro do PFL no Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. No Maranhão, a governadora Roseana Sarney tem o apoio público do presidente, mas seu PFL está aliado ao PC do B.
Fracassou o projeto dos tucanos de se aproximarem do PMDB a partir das eleições, num ensaio da desejada parceria no eventual segundo mandato de Fernando Henrique. Convencido de que o PFL terá um projeto próprio de poder para 2002 e de que o enfoque social do segundo mandato aproximaria o governo dos partidos de esquerda, o PSDB bem que tentou ampliar as coligações com os peemedebistas. O quadro das disputas locais, porém, só permitiu a aliança em nove estados.
Tivemos boa vontade para compor com o PMDB, mas como eles lançaram 19 candidatos a governador, ficou difícil, contou o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), ao explicar que seu partido também tinha projetos próprios de poder em 14 estados. Por isto mesmo, foram mais numerosas as coligações com o PPB do candidato ao governo paulista, Paulo Maluf, cujo partido só disputará o cargo de governador em quatro estados - do que com PMDB e PFL. PSDB e PPB estão coligados em 13 unidades da federação.


