Curitiba - A executiva estadual do PSDB do Paraná apresentou ontem à direção do PDT-PR uma proposta oficial de aliança para que os dois partidos disputem juntos a eleição deste ano. Segundo o presidente do PSDB-PR, deputado Valdir Rossoni, os tucanos ofereceram ao PDT uma vaga na chapa para o Senado e o direito de indicar o vice de Beto Richa na candidatura para o governo do Estado.
A investida do PSDB é uma tentativa de confirmar a desistência de Osmar Dias (PDT) da disputa pelo governo estadual. Osmar admite que a ausência de uma aliança forte pode prejudicar sua candidatura. ''Sou responsável e não vou colocar meus companheiros numa fria'', disse à FOLHA. Segundo ele, um candidato ao governo precisa ''ter apoio e tempo de TV'' para se viabilizar.
O PDT tem apenas 45 segundos de espaço na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão. O partido negociava uma aliança com o PT, que tem cerca de cinco minutos, mas as conversas com os petistas não evoluíram, principalmente em virtude da insistência do senador em querer Gleisi Hoffmann (PT) como candidata a vice.
À FOLHA, Gleisi disse que ''não se sente tão culpada desde a inquisição''. ''Quando eu passei a ser fundamental?'' Ela adiantou que uma reunião entre as executivas nacionais do PT e PDT, na próxima semana, deverá incluir na pauta a disputa eleitoral no Paraná.
Já o presidente do PT-PR, Ênio Verri, disse que ''seria muito ruim se Osmar desistisse''.
Com o PT fora de cena, Osmar passou a ser cortejado pelo pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. ''Ele me fez uma proposta, mas não falamos em nomes para liderar a chapa de disputa ao governo'', adiantou o senador. Ele não quis comentar a intenção de Beto Richa de tê-lo na chapa como candidato ao Senado. ''Não recebi essa proposta ainda.'' (Colaborou Marcela Rocha Mendes).

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