PSDB faz lobby para mudar lei e facilitar reeleição
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sexta-feira, 15 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
O PSDB ameaça boicotar a votação da lei eleitoral na próxima semana se o relator peemedebista Carlos Apolinário (SP) não acatar as modificações que facilitam a campanha dos tucanos e do presidente Fernando Henrique Cardoso. Se algumas questões centrais não constarem do relatório, o PSDB tem a alternativa de não votar e aguardar que o projeto do José Serra (PSDB-SP) seja votado no Senado, resumiu o líder Aécio Neves (PSDB-MG).
São três as questões centrais a que se referiu o líder. Na terça-feira, quando os líderes aliados têm reunião com o relator Apolinário, Aécio tentará garantir o registro da candidatura presidencial com o número 45 do PSDB, a presença do presidente e dos governadores em inaugurações durante a campanha da reeleição, e a divisão do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão de acordo com o tamanho das bancadas em 3 de outubro próximo.
Ele que tente obstruir a votação, porque acordo não sai na tora nem na ameaça, reagiu, irritado, o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA). Geddel salienta que as polêmicas da nova lei eleitoral serão objeto de acordos pontuais, ora com um ou outro aliado do governo, ora com a oposição. Eu já fiz um acordo com o PPB e as oposições no critério da divisão do tempo de televisão, e não abro mão dele, contou Geddel.
Ao contrário do PSDB e PFL, que engordaram suas bancadas cooptando parlamentares no Congresso depois da eleição de 1994, PMDB e PPB optaram por um critério diferente na partilha do tempo de propaganda eleitoral gratuita. Escolhemos o número de votos ou de deputados de cada partido no início desta legislatura porque é isto que caracteriza a vontade popular e não estimula a infidelidade e a cooptação.


