Há duas semanas, o PT de Goiás criticou o neoliberalismo dos tucanos, condenou o desemprego, chamou Fernando Henrique de ‘‘enganador’’ e responsabilizou os dois - partido e presidente - de levar o País à beira de um precipício. Anteoontem, o PT e o PSDB se juntaram. Num cartório no centro de Goiânia, registraram um programa de governo conjunto se Marconi Perillo, o tucano azarão na sucessão de Goiás, vencer o segundo turno.
‘‘Nós tomamos a decisão de apoiar o PSDB porque estamos contra o autoritarismo e continuismo do PMDB’’, justificou Osmar Magalhães, candidato ao governo derrotado no primeiro turno pelo PSDB e o PMDB. Além do PT, outros partidos como o PDT e o PC do B, este último chama o partido do presidente de ‘‘burguês’’, aderiram à nova aliança ‘‘Certeza de um Novo Tempo’’ - onde já estão outros inimigos históricos, todos considerados da direita, como o PFL, o PPB, e o PTB. Também aderiram.
‘‘Estamos vivendo o melhor momento político de Goiás’’, disse Perillo. ‘‘E este acordo, amparado por um compromisso comum, tem um significado de mais democracia e mais ética na política’’, acrescentou.

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