PSDB e PT agora trocam mais afagos do que desaforos
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2001
De Brasília 
O fato é que, de um mês para cá, tucanos e petistas têm trocado mais afagos do que desaforos. Tudo começou quando o presidente Fernando Henrique Cardoso disse ao jornal Financial Times, de Londres, que se a oposição vencer a corrida presidencial não haverá risco algum à economia do País.
Poucos dias depois, Lula retribuiu a gentileza, lembrando que não só votara em Fernando Henrique para senador, como fizera campanha para ele. Nas greves de 1974 eu estava nas portas de fábricas do ABC junto com Lula e outros líderes sindicais, recordou-se o presidente logo em seguida.
A troca de gentilezas e cortesias mútuas percorreu o País e chegou ao Mato Grosso do Sul, onde o governador José Orcírio, o Zeca do PT, chegou a levar um pito da direção nacional do partido por defender uma aliança com o PSDB no segundo turno.
Em visita ao Estado na semana passada, Fernando Henrique retribuiu as propostas conciliadoras do governador. Indagado em quem votaria no segundo turno, caso o PSDB não chegue lá, Fernando Henrique não teve dúvidas: Votaria no Zeca do PT.
Apesar do clima amistoso, também na semana passada, Lula criticou o atual governo. Por mais que discordássemos, os militares lançavam os seus planos decenais, disse ele, acusando o presidente de deixar o País com o maior passivo da sua história e não ter construído nada.


