A executiva municipal do PSDB em Londrina vai se reunir hoje à tarde, após a sessão na Câmara, para discutir o comportamento do partido no segundo turno da eleição para prefeito. Os tucanos tinham esperanças de estar no segundo turno com o deputado federal Luiz Carlos Hauly, que liderava as pesquisas de intenção de voto, mas ele acabou superado nas urnas pelos candidatos Nedson Micheleti (PT) e Barbosa Neto (PDT).
Além da executiva, o assunto ainda deverá passar pelo crivo do diretório municipal do PSDB, no início da semana que vem. ‘‘Queremos que a decisão de apoiar um outro candidato seja de todo o partido, e não apenas da direção’’, explicou o vereador Roberto Kanashiro (PSDB). ‘‘Vamos analisar a tendência dos membros do partido e depois formalizar o apoio’’, disse.
Apesar da cautela, os tucanos devem mesmo seguir a candidatura de Nedson Micheleti. Anteontem, logo após saber o resultado das pesquisas de boca de urna, Hauly já havia afirmado a tendência de apoiar o petista. Ele descartou pedir votos para Barbosa Neto. ‘‘Não desejo tanto mal para minha cidade’’, criticou. O apoio dos tucanos pode ser importante para a eleição em Londrina, já que Hauly obteve 54.015 votos – o que representa 23,10% do total apurado.
O PMDB também deverá decidir nos próximos dias qual o rumo que será tomado no segundo turno. Ontem, o candidato do partido, Luiz Eduardo Cheida preferiu não antecipar qualquer decisão. Ele comentou apenas que pretende discutir o assunto com todos os partidos que formaram a coligação majoritária – além do PMDB, PTB, PCB e PV.
‘‘Vamos tentar uma posição unitária porque não se trata do apoio do Cheida. Quero que seja um apoio realmente político, que traduza a preocupação de que o prefeito implemente pelo menos parte das nossas propostas’’, afirmou. O peemedebista observou ainda que a coligação fez a maior bancada da Câmara, com cinco vereadores. ‘‘É um lastro muito grande e queremos que os vereadores fiquem unidos’’, afirmou.
Cheida também não quis adiantar se os partidos da coligação ‘‘tendem’’ para Nedson ou Barbosa Neto – apesar dele ter sido do mesmo partido e ter tido o petista na sua administração quando foi prefeito. ‘‘A gente conhece os dois candidatos, a história de cada um, e essa não vai ser uma decisão individual’’, desconversou.
Apesar das discussões internas, a vereadora mais votada do PMDB, Elza Correia, que recebeu quase 9 mil votos, já manifestou apoio a Nedson. ‘‘Até porque no momento não me parece uma decisão tão difícil. O Nedson já foi secretário do Cheida e fez uma campanha com perfil responsável. Temos que pensar politicamente o que queremos para a cidade. O Nedson é um avanço’’.
Elza acrescentou que vai defender o apoio ao petista dentro do PMDB e, caso o partido resolva o contrário, apoiando Barbosa Neto, não seguirá a orientação. ‘‘Acho que o partido estaria cometendo um equívoco e desrespeitaria a trajetória histórica’’, avaliou.

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