PSDB e PFL vão dividir ônus por onda de violência
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terça-feira, 16 de maio de 2006
Andreza Matais<br> Folhapress 
Brasília - Lideranças do PSDB e do PFL avaliaram ontem que a crise da Segurança Pública em São Paulo pode atingir não só a candidatura do tucano Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto como também a imagem de boa administração dos dois partidos. Para evitar esse desgaste, os dois partidos ensaiam dividir a responsabilidade pela onda de violência que atingiu São Paulo com o governo federal e lembrar que os problemas não são exclusivos do Estado.
A reação à possível ofensiva do PT contra a candidatura de Alckmin foi discutida ontem numa reunião entre os presidentes do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e do PFL, Jorge Bornhausen (SC), e os líderes pefelistas e tucanos no Congresso.
Quem participou do encontro garante que o distanciamento que Alckmin tomou da crise em São Paulo não foi abordado como um problema para a formalização da aliança entre as duas siglas em torno da candidatura. Apenas se lembrou que o PSDB faz parte do governo Lembo e que não é possível esconder isso. São Paulo tem um governo de alianças. Todo mundo sabe que em 40 dias (tempo em que o PFL assumiu o governo) não dá para montar um PCC (Primeiro Comando da Capital). O problema afeta o PSDB e o PFL, afirmou o líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ). O pefelista disse que não acredita que a candidatura Alckmin será prejudicada. O país vem perdendo o controle da segurança há alguns anos. Há problemas de gestão em São Paulo, mas também problemas na política nacional de Segurança Pública do governo federal, afirmou Maia.
O líder do PFL e da Minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), afirmou que os secretários paulistas Saulo de Castro Abreu Filho (Secretário de Segurança Pública) e Nagashi Furukawa (Secretário de Administração Penitenciária) não devem ser afastados do cargo.
No encontro ficou decidido que PSDB e PFL assumirão suas responsabilidades pela crise na segurança de São Paulo, mas deixarão claro que o problema é sistêmico e não se concentra apenas no Estado.


