PSDB e PFL se unem contra 'sedução' do governo
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quinta-feira, 08 de maio de 2003
Agência Estado 
Brasília - Assustados com a disposição do governo petista de cooptar políticos de partidos adversários para engordar sua base de apoio no Congresso, dirigentes pefelistas e tucanos aproveitaram a convenção nacional do PFL, realizada ontem em Brasília, para reforçar a idéia de aliança na oposição ao Palácio do Planalto. O presidente nacional do PSDB, José Aníbal, e o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), não só fizeram questão de prestigiar a cerimônia como engrossaram a queixa contra a cooptação de seus quadros.
''Nossa presença na convenção do PFL vai além da simples cortesia. Estamos aqui reafirmando a firme aliança parlamentar que já temos e o compromisso de oposição vigilante e fiscalizadora ao governo do PT'', disse o líder Arthur Virgílio. ''Sem dúvida alguma estaremos juntos com o PFL não só nas articulações em torno das reformas previdenciária e tributária como na oposição a esse governo que precisa refluir na prática da cooptação e fazer jogo limpo'', garantiu José Aníbal.
Os tucanos foram recebidos com aplausos e ganharam lugar à mesa diretora da convenção, bem ao lado do presidente reeleito do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). ''O PSDB também é contra o incremento da carga tributária e quer entrar nesta cruzada contra o aumento de impostos'', anunciou José Aníbal.
Pragmático, o senador José Jorge (PE), reeleito ontem vice-presidente nacional do PFL, não tem dúvidas: ''O casamento entre PFL e PSDB é inevitável'', diz, ao destacar que a aliança formal no Senado, com os dois partidos compondo a liderança da minoria, já está montada.
De fato, até tucanos e pefelistas que não se entendem em seus estados admitem que as duas legendas deverão acabar juntas nas eleições de 2006, na tentativa de impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


