PSDB e PFL priorizam alianças nos Estados
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Kennedy Alencar Agência FolhaDe Brasília 
Sem um candidato a presidente forte que paire acima dos partidos e das diferenças regionais, como Fernando Henrique Cardoso em 1998, o PSDB e o PFL decidiram priorizar a montagem de alianças nos Estados como preliminar para escolher e fortalecer o postulante governista ao Palácio do Planalto em 2002.
FHC se reuniu ontem à noite no Palácio da Alvorada com os presidentes do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PSDB, deputado federal José Anibal (SP). O vice-presidente da República, o pefelista Marco Maciel, e o ministro tucano Pimenta da Veiga (Comunicações) também participaram.
Com ajuda de FHC, os dois partidos começaram a desenhar os palanques estaduais e selaram uma reaproximação. Tucanos e pefelistas avaliam que em 1998 FHC, forte no cargo, atraiu apoios estaduais. Agora, com o enfraquecimento do governo, um candidato governista precisará de bons palanques estaduais para ter uma das duas vagas no segundo turno. Para FHC e aliados, a outra vaga será de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Não há como negar que houve um abalo entre as cúpulas (do PFL e do PSDB) após as eleições para as presidências da Câmara e do Senado (em fevereiro último), disse Bornhausen, antes do encontro com FHC e Anibal. Tenho me reunido com o Bornhausen para identificarmos em quais Estados poderemos estar unidos em 2002, afirmou Anibal.
O PFL se aproveita do racha no PMDB para tentar recuperar o espaço perdido na aliança. Nas eleições congressuais, tucanos e peemedebistas jogaram em dobradinha para eleger Aécio Neves (PSDB-MG) presidente da Câmara e Jader Barbalho (PMDB-PA) presidente do Senado.
Dividido, o PMDB não foi convidado para a reunião. Bornhausen disse que seria constrangedor chamar o presidente em exercício do PMDB, o senador Maguito Vilela (GO), que prega o rompimento com o governo.
O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), considerou natural o encontro do PSDB com o PFL. Disse não crer que seja uma reunião contra o seu partido. Um auxiliar de FHC também minimizou a ausência dos peemedebistas. Argumentou que o governo aguarda o resultado da convenção do partido, em 9 de setembro próximo.


