PSDB e PFL apressam renovação da aliança
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segunda-feira, 02 de julho de 2001
Eugênia Lopes Agência Estado De Brasília 
O crescimento nas pesquisas de intenção de voto de pré-candidatos de oposição à Presidência da República está acelerando as negociações para a reedição da aliança PSDB-PFL, nas eleições de 2002. A proposta de manutenção da coligação entre os dois partidos será levada hoje, formalmente, ao presidente Fernando Henrique Cardoso pelo senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL, que defende o lançamento de um candidato único o candidato da estabilidade à corrida presidencial do ano que vem. As negociações para a manutenção da aliança tucana com o PFL estão sendo feitas por Bornhausen e o presidente nacional do PSDB, deputado José Anibal (SP), que participará do encontro com FHC.
Os presidentes do PFL e do PSDB tiveram as primeiras conversas para a reedição da coligação, na semana passada, e chegaram à conclusão da necessidade de lançar um único nome que tenha bom espaço nos dois partidos e condições de enfrentar os adversários oposicionistas que, a cada dia, sobem nas pesquisas de intenção de voto.
Vamos continuar as conversas durante todo este mês, afirmou Bornhausen. Sem nenhum nome forte dentro do PFL para encabeçar a chapa na corrida presidencial de 2002, os pefelistas estão dispostos a apoiar um candidato tucano, que seria definido em março do ano que vem. Com a continuidade da aliança em torno de um candidato comum, o PFL espera conseguir reverter o quadro negativo, que vem sendo desenhado nas últimas pesquisas de intenção de votos, dos candidatos de situação.
Tanto tucanos como pefelistas estão preocupados com os reflexos da crise de energia e das denúncias de corrupção envolvendo o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), sobre o governo e, consequentemente, nas eleições de 2002.
Na avaliação de lideranças do PFL e do PSDB, a possibilidade de um apagão afeta diretamente o candidato da aliança à corrida presidencial do ano que vem. Eles citam como exemplo a já verificada queda nas pesquisas da popularidade do ministro da Saúde, José Serra, um dos tucanos cotados para concorrer em 2002.
O imbróglio envolvendo o senador Barbalho em denúncias de irregularidades também está tirando o sono de tucanos e de pefelistas. Para a cúpula do PFL e do PSDB, o maior problema é que a população não está fazendo distinção entre as denúncias de corrupção que atingem o presidente do Senado e o governo, que acaba sendo contaminado pelas supostas irregularidades que recaem sobre o peemedebista. Por isso, acreditam que os candidatos de oposição acabam crescendo nas pesquisas enquanto candidatos governistas, como José Serra, amargam baixa popularidade junto ao eleitorado.
O presidente Fernando Henrique viajou ontem de manhã para sua fazenda, a Córrego da Ponte, em Buritis (MG) para descansar e, a previsão, é que retorne hoje no início da tarde. Antes do encontro com Bornhausen e José Anibal, previsto para as 18 horas, o presidente participa de uma solenidade no Palácio do Planalto para anunciar recordes na safra agrícola.


