PSDB e PDT tentam reaver vagas na Câmara de Londrina
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segunda-feira, 09 de abril de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de atribuir a posse dos mandatos aos partidos, e não aos candidatos, começa a gerar os primeiros efeitos em Londrina. Partidos que perderam vereadores no pleito de 2004, como PSDB e PDT, já se articulam para resgatar ainda este ano a participação das siglas no plenário do Legislativo municipal. Os primeiros a agir devem ser os tucanos: hoje, advogados do partido protocolam no Fórum um pedido de tutela antecipada no qual requerem a declaração de vacância dos mandatos de Paulo Arildo (ex-PPS, já de volta ao PSDB) e Tercílio Turini (PPS).
No próximo sábado, os pedetistas se reúnem para definir o ingresso de ação semelhante para reaver o espaço perdido em 2005 com as desfiliações de Jamil Janene (PL) e Sandra Graça (sem partido).
A decisão do TSE, do início do mês, atendeu a consulta formulada pelo DEM (ex-PFL), um dos partidos mais atingidos pela infidelidade partidária após a eleição de 2006. Mesmo assim, a normativa ainda não foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - que vai definir, por exemplo, se ela valerá de imediato ou a partir de 2008.
De acordo com o presidente local do PSDB, Claudemir Molina, o pedido de perda dos mandatos na Justiça comum, e não na eleitoral, se deve ao fato de já terem ocorrido as diplomações. ''Estamos trabalhando nessa ação bem antes do TSE se manifestar, mas ela nos ajudou: o candidato não pode mudar de lado a seu bel-prazer'', criticou.
Pelo PDT, o presidente da sigla em Londrina, deputado federal Barbosa Neto, lembrou que o partido ''é um dos poucos a ter um documento assinado pelo eleito no qual se compromete a assumir um mandato que é, de fato, da legenda''. ''Sábado vamos definir isso - mas há entendimento por ações'', adiantou.
Turini afirmou que aguardará a manifestação final, por parte do STF. ''É bem provável que o Supremo mantenha (a posição do TSE), mas dirá para quando. Mas me parece mais uma balela, um fato político - saí do PSDB por espaço, e por uma nova proposta'', defendeu.
Jamil e Sandra lembraram que saíram do PDT após processos de suposta infidelidade partidária, na eleição de 2004, abertos pela própria Executiva. ''Fui convidado a sair, pois tinha divergências internas. Mas o que a Justiça disser, vou respeitar'', disse Jamil. ''Prefiro aguardar a normatização - mas se fosse infiel, teria ido a outro partido. Não fui e ainda apoiei Osmar Dias (candidato do PDT ao Estado)'', definiu Sandra.
Além deles, deixaram as siglas de origem os vereadores Marcelo Belinati e Renato Lemes (ex-PSL, respectivamente PP e PRB) e o suplente Marcos Defreitas (ex-tucano, hoje sem partido).


