PSDB do Paraná pode ter bancada diminuída
Arquivo FolhaBalbinoti: Quem não fizer 50 mil votos vai ter de carpir caféO PSDB deve perder pelo menos duas cadeiras na Câmara dos Deputados. Tucanos mais pessimistas calculam que o prejuízo pode chegar a três. Deputados ouvidos pela Folha acreditam que a desistência de Álvaro Dias para o governo traz danos para a legenda, que não conta mais com um bom puxador de votos.
Quem não fizer no mínimo 50 mil votos vai ter de carpir café, ironizou o deputado Odílio Balbinoti, de Maringá. Em 94, ele fez 52 mil votos. Terei que superar esse número, conformou-se. Ele disse que a disputa acirrada já fez muitos desistirem. Para nós, que estamos na Câmara, a campanha se faz mostrando os resultados.
Para o deputado Renato Johnsson, que fez 43 mil votos em 94, se Álvaro trabalhar duro com os candidatos, aumentam as possibilidades. Se o Álvaro se empenhar, elegeremos no mínimo cinco, aposta. Ele disse ter previsto as dificuldades e ampliou de 50 para 80 o número de municípios onde tem apoio. A base eleitoral dele é Curitiba. Há seis meses que não passo um final de semana lá.
O deputado Max Rosenmann, 90 mil votos em 94, não acredita em queda significativa na bancada federal. Estamos liberados para apoiar quem quisermos para governador e isso diminui os conflitos com os prefeitos. Ele prevê que o PSDB faça cinco federais, calculando em 130 mil o número de votos para eleger um deputado.
Mas essa perda não será só dos tucanos, afirma. Ele estima que PFL e PTB, cuja bancada na Câmara é de dez, devem eleger só oito; o PPB, que não terá candidato ao governo, reduzirá de seis para quatro. Rosenmann diz que ganharão PT e PMDB, que hoje reúnem quatro deputados em cada sigla. Cada um deve eleger seis, considerando o crescimento das siglas, do Lula e do Requião.
O PCdoB aposta apenas em uma candidatura. O atual deputado federal Ricardo Gomyde acredita que os votos descarregados na coligação com o PT vão diminuir a quantidade de votos que ele precisará. (P.Z)





