PSDB do Paraná minimiza influência de Dilma
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, minimizou ontem a influência no Estado de um cenário que aponta o crescimento da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. O que se tem ventilado é que tucanos nacionais sinalizam um entendimento com o senador Osmar Dias, pré-candidato ao governo do Estado pelo PDT, para que ele não feche uma aliança com o PT, gerando um palanque para Dilma. E se Osmar insistir no seu nome para a disputa pela chefia do Executivo, um entendimento com os tucanos nacionais inviabilizaria a candidatura própria do PSDB no Estado, que tem trabalhado com o prefeito de Curitiba, Beto Richa, e com o senador Alvaro Dias, irmão de Osmar.
Rossoni disse que permanece marcada a reunião do próximo dia 8, para definir qual dos dois pré-candidatos tucanos vai brigar pelo cargo ao governo do Estado, e garante que não há interferência nacional. ''Nós não podemos nos basear apenas nisso (no palanque para José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência da República), porque nós temos que vencer a eleição aqui no Paraná também'', argumentou ele. Rossoni também minimiza o impacto de um palanque para Dilma num Estado que, segundo ele, o PSDB já ''se sente confortável''. ''Depois de São Paulo, o Paraná é bom para o PSDB, na questão da popularidade do Serra'', avalia ele.
Até o dia 8, Alvaro e Beto devem entrar num consenso sobre qual dos dois vai concorrer ao pleito. Se não houver acordo, caberá aos 45 membros do diretório estadual decidirem por um nome, o que pode ocorrer através de uma votação. A homologação do nome, contudo, só ocorre em junho, na convenção partidária, daí com a participação de cerca de 700 tucanos. São representantes de diretórios municipais. Mas nem toda cidade tem apenas um delegado. O número de delegados é proporcional ao número de eleitores do município.
Sobre a possibilidade de Alvaro insistir em levar a questão para a convenção de junho, caso Beto seja o nome acolhido pelo diretório estadual, Rossoni afirmou que não se posicionará contra: ''Há um direito legítimo de todos os candidatos se inscreverem na convenção. O nome que sairá segunda-feira terá o aval das lideranças, mas o que vai legitimar é a convenção. Por outro lado, não tenho dúvida de que o nome escolhido na segunda será o mesmo da convenção''.
Já o presidente do PDT no Paraná em exercício, deputado estadual Augustinho Zucchi, disse que o crescimento de Dilma, que gera por parte do PSDB nacional uma preocupação maior com os palanques regionais, ''não nos move''. ''É claro que a reflexão que se faz sobre a influência do crescimento da Dilma pode nos beneficiar, mas a conjuntura aqui no Paraná nos permite ter liberdade para fazer qualquer aliança'', disse ele.
Osmar tem sido ''paquerado'' por tucanos nacionais e pelo PT, mas ainda não se definiu. Na semana passada, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, procurou Osmar para uma conversa. No sábado próximo, Dilma e Osmar devem se encontrar em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), num evento organizado pela Associação dos Municípios do Paraná.
''Nosso caminho natural no Paraná não é com o PT, mas a aliança com o PDT também não seria estranha, porque nós temos um entendimento nacional, somos da base de apoio do presidente Lula (PT). Mas também poderíamos seguir nosso caminho natural no Estado, reeditando a velha aliança com o PSDB, de 2004, 2006, 2008'', se esquivou Zucchi.


