A comissão provisória que comandará o PSDB paranaense deve ser montada na segunda-feira pela cúpula nacional. O presidente nacional do partido, deputado José Aníbal (SP), disse que ainda não foi decidido se a comissão terá sete ou 11 membros. A Folha apurou que os cotados para a comissão são os deputados federais Basílio Villani (autor do pedido de dissolução do diretório, decidida na última terça-feira), Odílio Balbinotti e Alex Canziani, além do ex-governador José Richa e do presidente de Itaipu, Euclides Scalco.

Podem ainda fazer parte do grupo o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o presidente da Assembléia, Hermas Brandão, ambos do PTB. Eles terão que assinar ficha no PSDB. O nome de Hermas é um dos mais cotados para chefiar a provisória.

Aníbal não quis confirmar o nome e nem adiantar quem será o interventor. O termo não existe no estatuto do partido, mas quem chefiar a comissão terá a missão de reorganizar o ninho tucano e neutralizar a influência do senador Alvaro Dias (ex-presidente no Paraná). Alvaro está sendo expulso do PSDB por ter assinado a CPI da Corrupção.

Mas a guerra entre Alvaro e a executiva nacional foi mais longe. Os alvaristas conseguiram realizar as convenções municipais, em agosto, por força de liminar. A cúpula nacional não reconhece as convenções e promete realizá-las novamente no final de outubro. A meta de Alvaro era emplacar, nas convenções, o maior número possível de aliados.

José Richa nega que o novo PSDB possa ter vínculos com o grupo do governador Jaime Lerner (PFL), como acreditam os alvaristas. Com o objetivo de atravancar uma possível entrada do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), no partido, no ninho tucano ficarão aliados de Alvaro. Entre eles, Haroldo Ferreira, Erasmo Garanhão e Hélio Duque.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly que perdeu a presidência estadual do partido com a dissolução disse que não aceitou fazer parte da comissão provisória. Ele vai encaminhar recurso suspensivo contra a dissolução.

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