São Paulo - O PSDB já descartou uma aliança nacional formal com o PFL nessas eleições. Segundo informou ontem o coordenador político da campanha do presidenciável José Serra, Pimenta da Veiga, uma aliança nacional com o PFL não será possível, mas o partido está trabalhando para buscar o apoio amplo de setores do PFL e PPB nos Estados.
O comando da campanha de José Serra estará reunido até segunda-feira no Hotel Almanat, na cidade de Embu (SP), para definir a estratégia da campanha e também para estabelecer as diretrizes básicas do programa de governo tucano.
Além disso, serão gravados, no local, alguns programas partidários desta campanha. Cerca de 30 pessoas, entre elas o presidenciável Serra, já estão reunidos no local. A vice-candidata, Rita Camata, chegará amanhã, segundo informou assessores.
A campanha de José Serra estará dividida nas seguintes áreas: marketing, sob a coordenação de Nizan Guanaes; estratégia, com o publicitário Nélson Biondi; infra-estrutura, com Henrique Caban; programa de governo, com o prefeito de Vitória, Luiz Paulo Velozzo; mobilização, com Bia Aidar; e assessoria técnica, com Gesner de Oliveira. O tesoureiro da campanha deverá ser anunciado até segunda-feira, informou o secretário executivo da campanha, Milton Seligman.
O pré-candidato José Serra e a vice Rita Camata irão conceder entrevista à imprensa na finalização desse encontro, que ocorrerá na tarde de segunda-feira. ‘‘Nesses dias iremos fazer o planejamento definitivo da campanha, pois já temos a chapa completa e iremos aprofundar as discussões’’, reiterou Pimenta.
Ao comentar as críticas feitas pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), que ficou magoado por ter sido preterido na chapa de José Serra, Pimenta da Veiga afirmou que ele não deverá apoiar outra candidatura que não seja a de Serra. A mesma posição foi manifestada pelo presidente do PMDB, Michel Temer, que chegou ao Hotel Almanat no fim da tarde de ontem para um encontro com o comando da campanha.
Temer disse não crer que Simon possa apoiar uma candidatura fora da aliança PSDB-PMDB. ‘‘Espero que o Simon esteja conosco nessas eleições, porque ele é um homem vinculado ao destino do PMDB’’. O presidente do partido não aposta também no risco de a aliança com o PSDB não ser ratificada na convenção nacional peemedebista. ‘‘Acredito que conseguiremos harmonizar o PMDB.’’

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