Curitiba - O próximo dia 22 de fevereiro é a data-limite para que o PSDB aponte o pré-candidato da legenda ao governo do Paraná. Ontem, em reunião da executiva estadual, membros do partido decidiram convocar para o dia 22 uma reunião do diretório que irá referendar um provável acordo entre o prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o senador Alvaro Dias. Mas mesmo que o entendimento esperado pelos tucanos não aconteça, o partido deverá tomar uma decisão até o dia 22.
Ontem o clima no ninho tucano era de apreensão para que a novela da escolha entre Beto e Alvaro se encerre. Os dois estiveram em Brasília na manhã de ontem em reunião com o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE), mas o encontro terminou sem uma definição. Segundo o presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni, Guerra pediu 24 horas para resolver ''a polêmica'' entre os pré-candidatos.
Apesar da executiva ter agendado o encontro do diretório para dia 22, a expectativa de que um acordo fosse confirmado ainda ontem era grande. Para Rossoni o partido chegará a um entendimento ''nas próximas horas''. Ele não quis adiantar para que lado os tucanos irão pender. No entanto, Richa foi apontado como preferido entre os parlamentares do PSDB ouvidos pela FOLHA.
''Até amanhã (hoje) teremos uma decisão'', garantiu Rossoni. ''A reunião é para referendar a decisão tomada em Brasília ou tomar uma decisão'', disse o deputado estadual Ademar Traiano. O senador Alvaro Dias espera por uma definição antes disso. ''O desejo é que isso se resolva até sexta'', disse Alvaro.
Rossoni afirmou que uma definição do PSDB por um dos candidatos ''não impede a convenção''. ''Qualquer filiado tem o direito legítimo de colocar seu nome na convenção'', disse. ''Mas a decisão manda uma sinalização muito clara para os convencionais'', completou.
Beto Richa, que não quis comentar o resultado da reunião com Guerra, só informou através de sua assessoria que ''as coisas estão caminhando bem''. Logo após o fim da reunião, Richa falou sobre o encontro em mensagem publicada no site de microblog Twitter. ''Avançamos no entendimento e na definição. Espero hoje um bom desfecho para o Paraná.''
Já Alvaro Dias declarou que sua candidatura iria ''atrair forças políticas estratégicas'' para o projeto tucano de eleger José Serra (SP) presidente. Mas ressaltou que se essa tese não se confirmar, deve retirar seu nome da disputa. ''A última palavra será dele (de Beto)'', disse.
Para Alvaro, o Paraná tem importância estratégica no contexto nacional. ''Certamente o Paraná é a preocupação principal do PSDB hoje'', comentou. A expectativa é que a definição do candidato tucano no estado fosse um dos tópicos da conversa entre Guerra e Serra em encontro que deveria acontecer na noite de ontem.
Para o senador, a direção nacional do PSDB e Serra devem ''administrar'' o entendimento entre os pré-candidatos paranaenses. ''Mas a decisão final é do diretório estadual, que tem clara preferência pelo Beto'', destacou.
O senador defendeu que entre as ''forças políticas'' que iriam aderir a sua candidatura estaria o seu irmão, o senador Osmar Dias (PDT), que também é pré-candidato ao governo. ''Tenho o compromisso reinteirado do Osmar. Se eu não tiver o apoio dele, estou fora'', confirmou.
Em resposta a isso, Osmar disse à FOLHA que ''não haverá disputa entre irmãos''. ''O PDT já definiu a minha candidatura. O PSDB não'', completou. Bastante irritado, o senador declarou que não vai discutir alianças antes do tempo. ''As coligações só se confirmam nas convenções partidárias, em junho. Antes disso o ideal é que se discutisse projetos'', declarou.

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