PSDB define destino de Paulo Arildo
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domingo, 13 de setembro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O Diretório Municipal do PSDB se reúne hoje no final da tarde para, entre outros assuntos, definir a data de julgamento do vereador Paulo Arildo (PSDB), acusado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina de supostamente cobrar indevidamente parte dos salários de três ex-assessores e uma assessora do atual gabinete.
A ação, protocolada na última sexta-feira, será apreciada na 10 Vara Cível. A liminar pede o afastamento do parlamentar de suas funções no Legislativo. No mérito, a Promotoria requer à Justiça que tanto o vereador quanto a esposa, Valéria Cristina de Oliveira - que o teria apoiado no suposto esquema -, sejam condenados a devolver R$ 16.480, ''acrescidos ilicitamente a seu patrimônio'', assim como, no caso do vereador, a perda da função pública.
A ambos, também, é pedida suspensão dos direitos políticos por até 10 anos, pagamento de multa e a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos - sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
A suposta divisão de salários foi denunciada ao Ministério Público (MP) em abril de 2008 pelos ex-assessores de Arildo Paulo César Britio e Edson Luiz Baratto, depoimentos dias depois reforçados pelo também ex-assessor Edézio Viana. A atual assessora do tucano, Izabella Faiad, negou que repartisse os vencimentos, mas, conforme o MP, ''a semelhança da movimentação bancária não condizem com a negativa''.
Quando as denúncias vieram à tona, o PSDB em Londrina abriu processo disciplinar. Segundo o presidente do diretório, Claudemir Molina, uma investigação paralela foi realizada. Relatório final vai apontar se o parlamentar deve ou não ser punido com medidas que vão da advertência à expulsão.
''O processo no partido passou por um período de suspensão para que não fosse contaminado pelo processo eleitoral, inclusive do novo segundo turno. Já tínhamos até a data para julgamento; agora, vamos designar outra'', disse Molina, que antecipou que a votação dos 45 membros pode ocorrer em 24 de setembro.
Se a ação civil pública muda algo em termos de julgamento partidário? ''Quem julga é o diretório. O vereador nos apresentou sua defesa, com as razões, e vai ter chance novamente de se defender na sessão de julgamento'', resumiu.
Segundo a FOLHA apurou, a versão que Arildo teria apresentado ao PSDB foi a mesma que levou aos promotores: a de que teria efetuado empréstimos aos ex-assessores. Mas a Promotoria salienta que a assessora negou que tivesse contraído qualquer empréstimo.
A FOLHA conversou ontem com o vereador. Ele minimizou a questão partidária. ''Não sei o que vão me exigir''. A respeito da ação, contudo, reforçou: ''Vou provar que se trata de motivação política, os assessores saíram do meu gabiniete para trabalhar para outro candidato a vereador. Vamos levar provas documentais de que tudo que estão dizendo são inverdades - inclusive com falsificações de assinaturas para obtenção de empréstimos bancários''.
Sobre os repasses que a auditoria constatou de Izabella, resumiu: ''Não, não tem repasse. Vou levar até canhotinho de cheque, que com a graça de Deus conseguimos localizar, para provar isso tudo''.


