Curitiba - O PSDB do Paraná marcou sua convenção para o dia 13 deste mês, em Curitiba, quando será homologada a candidatura ao governo do Estado do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, e as alianças com partidos governistas.
A estratégia do comando tucano, de realizar sua convenção antes do PFL, dá brechas para que o filho do ex-governador José Richa participe da convenção pefelista como o candidato oficial da coligação à sucessão do governador Jaime Lerner.
A princípio, o PFL faz a reunião no dia 15, apenas dois dias depois do PSDB. Os tucanos planejam deixar em aberto o nome do vice-governador – indicação que cabe ao PFL –, e também uma vaga ao Senado. A direção pefelista tem se mantido cautelosa em relação aos nomes de vice. Um dos postulantes do cargo é o ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski.
As costuras feitas até agora esboçam uma chapa encabeçada pelo PSDB, com um vice e um senador do PFL, e um senador do PPB – o deputado estadual Tony Garcia, líder da bancada pepebista na Assembléia Legislativa. A aliança governista terá ainda o respaldo do PSL. A composição vale para a eleição majoritária e proporcional (deputados estaduais e federais).
A assessoria de imprensa do deputado federal Rafael Greca, pré-candidato do PFL ao governo, informou ontem que o deputado não vai comentar a decisão do PSDB de marcar sua convenção para o dia 13. Greca recebeu na tarde de ontem parte das informações sobre a convenção do PFL, que havia solicitado pela segunda vez ao presidente da sigla, João Elísio Ferraz de Campos. O deputado reiterou o pedido por mais dados. Para evitar boicote na convenção, Greca está sendo orientado pelos advogados do PFL nacional.

mockup