Curitiba - As principais legendas no Paraná chegam a um momento crucial. Para a disputa ao governo do Estado em 2010, o PSDB indicou ontem que deseja manter a frente partidária que respaldou a vitória de Beto Richa (PSDB) em Curitiba nas eleições do ano passado. Mas, ao mesmo tempo, sinaliza que a preferência é pela candidatura própria. A aparente contradição, já que o aliado pedetista Osmar Dias se coloca como candidato ao Executivo estadual, deve permanecer até que o bloco defina seus critérios para a escolha de um nome. A posição é resultado da primeira reunião de 2009 do PSDB estadual, realizada ontem em Curitiba.
''Nós (da frente partidária) temos três candidatos a governador do Paraná. Alvaro Dias (PSDB), Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Temos, então, que estabelecer regras para a escolha de um nome só. Vamos fazer pesquisas de opinião pública, ver quem construirá a maior aliança e também aguardar as alianças nacionais'', disse o presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni. As regras, segundo ele, também serão discutidas entre os aliados. Rossoni se refere à frente partidária já formada, mas também acredita que outras siglas podem se aproximar do bloco.
Presente na reunião, Alvaro colocou seu nome à disposição da sigla. Já Beto preferiu esperar. Na reunião, ele demonstrou afinidade com a frente partidária e mencionou o nome de Osmar. ''O Beto, em respeito aos aliados, acha cedo falar na possibilidade de sua candidatura'', comentou Rossoni.
Mas o presidente estadual tucano reforça que a intenção é fazer uma leitura sobre quem seria o candidato ideal a partir de ''regras claras''. ''Vamos sondar. A população quer o grupo junto ou separado? Se a população quer o grupo junto, qual o melhor nome? Ou seja, o que decidimos ontem é que o PSDB vai respeitar a opinião pública'', afirmou Rossoni.
Questionado sobre prazos para a definição de um nome, Rossoni se esquivou. Os tucanos preferem aguardar a formação de um cenário nacional. ''É lógico que o PSDB nacional, ao ter candidatura à presidência da República, força uma candidatura própria aqui. Mas, como não temos a obrigatoriedade da verticalização, vai depender mais dos nossos aliados. Será que o PDT vai ter liberdade para fechar uma aliança aqui com o PSDB? Preferencialmente, gostaríamos de ter uma candidatura própria. É uma vontade interna, um direito legítimo.''

Democratas
Sobre o presidente estadual do DEM, deputado federal Abelardo Lupion, que integra o bloco mas, pessoalmente, já defende a candidatura de Osmar, Rossoni reforça o peso tucano. ''Queríamos muito o DEM como aliados, mas quem decide o destino do PSDB somos nós. E eles não podem descartar os nomes expressivos do PSDB'', afirmou ele. O DEM também se reuniu ontem na Capital, mas a discussão sobre os candidatos ao governo do Estado ficou para outro dia. Na pauta, a candidatura de Lupion ao Senado, confirmada ontem pelos correligionários.
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) disse ontem que é ''muito cedo'' para definir um nome à disputa do Executivo. ''Um ano e meio, quando começam as convenções partidárias, é muito tempo. O que eu posso antecipar é que nós estamos trabalhando para manter a frente partidária unida'', disse Rusch, minimizando a posição de Lupion.
Sobre os três nomes lançados pelo bloco, Rusch afirma que concorda que as pesquisas de opinião pública podem ''dar um Norte'', mas acredita que uma conversa entre os próprios pré-candidatos deve prevalecer. ''Os três são bons nomes. Tem que ver quem aglutina mais, quem agrega mais partidos. Mas os pretendentes têm que sentar e decidir''.

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