A cúpula do PSDB comemora o bom desempenho do partido nas eleições para o Congresso. Dentro da base de apoio de FHC, o PSDB teve o maior crescimento proporcional em relação ao número de parlamentares eleitos em 1994. O partido deve eleger 99 deputados federais, 36 a mais do que em 1994 - crescimento de 57,1%. No Senado, essa variação também é favorável. Em 1994, os tucanos terminaram a eleição com 10 senadores. Agora, começarão a nova legislatura com 16.
Apesar desse resultado, o PFL ainda mantém a hegemonia da Câmara e deve eleger 102 deputados. O PSDB fica em segundo com 99, à frente do PMDB, que pode ficar apenas com 78 deputados. Da base aliada, o PPB deve ficar com 58 vagas na Câmara e o PTB com 31. No Senado, porém, quem dá as cartas com a maior bancada é o PMDB, que terá, a partir de 1999, 27 senadores. O PFL caiu para segundo com 20.
Os tucanos comemoram, principalmente, sua ótima performance no Sudeste. O comando do partido temia perder o controle dos três maiores estados do País, prevendo dificuldades para que Mário Covas e Eduardo Azeredo se reelegessem em São Paulo e Minas Gerais e que Luiz Paulo Correa da Rocha conseguisse ganhar a disputa para suceder o tucano Marcello Alencar no Rio. Mas Covas e Azeredo garantiram suas vagas na disputa do segundo turno. Luiz Paulo perdeu, mas obteve uma votação surpreendente. De quebra, o PSDB ainda venceu no primeiro turno no Espírito Santo.
O PSDB também é o partido que mais deve eleger deputados no Sudoeste, com 43 vagas. Ao todo, a região tem 179 vagas, contra 151 do Nordeste, a segunda maior. O PFL deve ganhar no Norte/Nordeste, enquanto o PMDB vence no Centro-Oeste e o PT no Sul.Arquivo FolhaNo páreoAzeredo (ao lado de FHC): ‘‘segurando’’ em MinasMarcelo de Moraes
Agência Estado

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