Agência Estado
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Sem rumoReunião dos dirigentes do PSDB: preocupação com a perda de identidade, que pode comprometer desempenhoOs dirigentes do PSDB buscam novas bandeiras que possam distingui-lo dos aliados, especialmente do PFL, e renda votos para os tucanos nas eleições gerais de 1998. Além da crise de desconfiança no presidente Fernando Henrique Cardoso, por causa dos recentes encontros do chefe com o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e o ex-presidente Itamar Franco, os tucanos passam por uma crise de identidade que ameaça o desempenho do partido nas urnas.
‘‘Precisamos criar um diferencial para o partido, ou a disputa vai virar uma geléia geral’’, disse ontem o presidente do PSDB, senador Teotônio Villela (AL), que reuniu a cúpula tucana para um almoço. ‘‘PFL e PSDB têm visões diferentes de Estado, porque um é liberal e outro social-democrata’’, afirmou ao sair do encontro o ministro das Comunicações, Sérgio Motta. ‘‘É que nem jogo de São Paulo e Corinthians’’, insistiu.
Depois de colecionar derrotas em brigas pelo poder com o PFL, como no episódio da indicação de Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) para a liderança do governo na Câmara, o PSDB quer encerrar a fase das disputas com os aliados. A idéia é não ficar a reboque do PFL nem do Executivo federal. ‘‘Estamos cuidando da reestruturação interna e vamos assumir uma posição de ousadia, invertendo a agenda’’, disse o líder do partido na Câmara, Aécio Neves (MG). ‘‘Queremos dar ao governo uma agenda positiva de realizações, com propostas na área da reforma agrária e no setor habitacional.’’
A programação para encerrar as lamúrias começa na segunda-feira, quando o partido faz uma reunião ampliada da executiva nacional.
Proibição O presidente Fernando Henrique Cardoso pode ser proibido de fazer pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e TV nos últimos três meses de campanha. A medida atingiria também governadores e prefeitos. A proibição está no projeto de Lei Eleitoral que está sendo feito pelo deputado Carlos Apolinário (PMDB-SP).
Ontem Apolinário recebeu de um emissário do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ilmar Galvão, um texto com sugestões para disciplinar as eleições de 98. O deputado não quis divulgar as propostas de Galvão, alegando que antes precisava estudá-las.
O projeto de lei eleitoral deverá estar pronto na primeira semana de agosto. A lei precisa ser aprovada pela Câmara e Senado até dois de outubro para valer nas eleições do próximo ano.
Apolinário já havia antecipado que, entre outras medidas, quer proibir o presidente Fernando Henrique, governadores e prefeitos de participar de inauguração de obras no período em que estiverem em campanha. Caso a proposta seja aprovada, o presidente será representado pelo ministro da área e os governadores e prefeitos pelos secretários.

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