PSDB apóia CPI das drogas Arquivo FolhaDESAFIOEdgar Bueno, da oposição, diz que Lerner estimula a sua base a não aprovar CPI ‘‘porque respinga no governo’’ Está nas mãos dos deputados do PSDB a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estadual para dar continuidade às investigações do narcotráfico no Paraná. Os oito deputados da bancada tucana se reúnem hoje em Curitiba e prometem aderir em bloco ao requerimento apresentado ontem pela oposição, informou o líder do grupo, Antonio Carlos Baratter. O requerimento elaborado pelos líderes do PMDB, PT e setores do PDT cria uma CPI e arquiva Comissão Especial de Investigação (CEI), instalada no fim do ano passado para dar auxílio aos trabalhos da CPI de Brasília. Se confirmada a adesão em bloco do PSDB, a bancada tucana rompe a relação de subserviência ao Palácio Iguaçu, assumida pela maioria desde o ano passado. E as 14 assinaturas obtidas ontem pela oposição sobem para 21, três acima das 18 necessárias. O PTB e o PFL, os partidos mais expressivos que dão sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL) no Legislativo, vêem com resistência a transformação imediata da CEI em CPI e até segunda ordem não se dobram à pressão da oposição. Hermas Brandão (PTB) e Tony Garcia (PPB) são os únicos que assumem um discurso contrário à CPI, por considerá-la, de uma forma geral, massa de manobra para beneficiar a oposição. O líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB), não encontrou ainda um discurso ideal. Pediu cautela aos parlamentares. Falou em plenário sobre o assunto e solicitou um tempo aos deputados até que a idéia ‘‘amadureça’’. Rossoni mandou recado para oposição e disse que a CPI ‘‘não deve virar bandeira política’’. O líder da oposição, Edgar Bueno (PDT), disse que o governo está estimulando a base governista a não aderir por ‘‘estar com medo’’. ‘‘Porque respinga no governo’’, justificou. Bueno, assim como diversos deputados de oposição, pediram a cabeça do secretário da Segurança, Cândido Martins de Oliveira. Segundo a oposição, Cândido Martins tinha conhecimento do esquema montado na Polícia Civil e denunciado por testemunhas ouvidas pela CPI nacional. ‘‘Só uma CPI instalada pela Assembléia tem condições de investigar as ramificações do esquema no interior’’, argumentou o líder da oposição. (L.D.)

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