Curitiba - A campanha de Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado ganhou o apoio do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Ontem, Beto anunciou oficialmente a decisão de trabalhar pela campanha de Osmar por uma questão de ''coerência''. Beto, que é o coordenador estadual da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República, quer casar as campanhas para governador e presidente no Paraná. ''Temos agora a possibilidade de um palanque forte no Paraná para Geraldo Alckmin. Esse era o caminho natural do PSDB. Todas as lideranças nacionais queriam esta união de campanhas'', justificou Beto. O prefeito, que passou o primeiro turno na neutralidade, confessou que tinha como prioridade a campanha de Alckmin e buscava apoio em todos os candidatos.
''Confesso que fiquei intranquilo com a estratégia que adotei no primeiro turno por não poder dar apoio ao Osmar. Primeiro pelo apoio incondicional que ele me deu para Prefeitura de Curitiba. Segundo porque meus companheiros de partido estavam com ele. Agora estou com a alma lavada, contente e tranquilo. Volto a ter um sono tranquilo na certeza de estar agindo em favor da melhor opção para o Estado do Paraná'', disse.
Beto espera que sua opção não interfira nos contratos já assinados pelo atual governador licenciado Roberto Requião (PMDB). ''Não acredito que a parceria entre o Paraná e Curitiba acabe após a eleição. Acredito que teremos a retomada de investimentos e o cumprimento dos convênios assinados. Temos que agir com maturidade política. É preciso que todos entendam que o político Beto Richa tem lado, tem posição e tem companheiros'', cutucou.
Beto disse que trabalhará como um soldado na campanha de Osmar Dias. Ele acredita que contará com o apoio de todos os tucanos - inclusive os deputados estaduais que deram apoio a Requião no primeiro turno. O prefeito evitou falar sobre a eleição de 2010, disse que será candidato à reeleição em 2008 e que, possivelmente, apoiará a reeleição de Osmar em 2010.
Para Osmar Dias, a adesão de Beto significa ''a virada'' no segundo turno. ''Hoje é seguramente o dia mais importante da minha campanha. Nunca escondi de ninguém o respeito e admiração que tive pelo governador José Richa (pai de Beto), que me trouxe para a política.''
Osmar considerou a adesão do prefeito como um ato de ''coragem''. ''Houve uma pressão do governo do Estado sobre os prefeitos - e que continua. Muitas vezes, eles ficam preocupados em me apoiar e serem prejudicados na eleição. Ele (Beto) teve uma postura de coragem, com a consciência que é mais importante ter uma postura política.''
O presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, disse que tinha certeza de que a campanha de Osmar receberia o apoio oficial de Beto Richa. ''Vou esperar acabar a eleição para buscar uma reconciliação com os tucanos que estão do outro lado. Mas eles sabem: tínhamos que ter consciência política'', ponderou. Entre os principais integrantes tucanos que apóiam Requião está o governador em exercício Hermas Brandão (PSDB).

mockup