PSDB anuncia apoio oficial a Chinaglia
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Andreza Matais<br>Folhapress 
Brasília - O líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Magalhães (BA), comunicou ontem oficialmente que o partido irá apoiar a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara. O deputado não divulgou, no entanto, quantos dos 66 deputados da bancada foram ouvidos numa consulta - feita por telefone - nem o número de votos pró-Chinaglia que garantiram o apoio do partido ao petista.
Informado com antecedência da decisão, Chinaglia desembarcou em Vitória (ES), onde foi feito o anúncio, para acompanhar a proclamação do resultado da consulta. O deputado garantiu que o PT vai trabalhar para que o PSDB tenha a primeira vice-presidência da Câmara, cargo pleiteado pela legenda, e disse que vai governar democraticamente.
Jutahy negou que tenha antecipado a decisão do PSDB, que seria tomada no dia 31 de janeiro, por causa das promessas de Chinaglia de que seu partido iria abrir mão de disputar o comando de assembléias nos Estados governados por tucanos. A Bahia, de Jutahy, seria beneficiada pelo acordo. ''Nos antecipamos para evitar um ambiente cada vez mais de especulação fora da bancada sobre a decisão que iríamos tomar. Como a bancada só vai se reunir no dia 31, não tinha cabimento esperar'', disse.
Segundo ele, a indicação pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do tucano Marcelo Nilo para comandar a Assembléia do Estado não tem relação com a decisão de ontem. Jutahy afirmou que a opinião de lideranças do partido, como o ex-presidente Fernando Henriqe Cardoso e governadores, é importante, mas não foi levada em consideração neste caso, pois a decisão é restrita da bancada da Câmara.
Apesar da decisão de ontem, o líder tucano não garante os 66 votos da bancada a Chinaglia. ''O voto é secreto. O que posso garantir é que qualquer aferição na bancada indicará maioria para o deputado'', disse.
O deputado federal reeleito Gustavo Fruet (PSDB/PR) disse que a decisão tucana foi ''antecipada'' em função do recente posicionamento do PMDB, mas que na terça-feira um grupo suprapartidário de parlamentares poderá discutir novamente a possibilidade de uma terceira candidatura. O grupo surgiu da insatisfação em relação aos dois únicos candidatos da Casa, mas em encontros anteriores já havia optado por não lançar uma terceira alternativa. ''O PSDB optou pelo princípio da proporcionalidade. Mas será que o Aldo manterá sua candidatura? Se ele permanecer, não surge espaço para uma terceira candidatura, para forçar um segundo turno? Eu acho possível, porque o voto é secreto'', analisou.
Para ele, a disputa entre os dois candidatos governistas tem sido ''autofágica'', mas não se justificaria lançar uma candidatura apenas para ''marcar posição''. Fruet chegou a ser cogitado pelo grupo suprapartidário para se lançar candidato, mas descarta a possibilidade e disse que, em função da decisão do seu partido, terá que reforçar o apoio a Chinaglia. ''Com ele o PSDB garante a primeira secretaria'', destaca. (Colaborou Catarina Scortecci/Equipe da Folha)


