Brasília - Depois de uma intervenção direta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para unificar o discurso o PSDB, a legenda fez ontem um ajuste político e decidiu que não defenderá mais a realização de novas eleições como saída para crise. Os tucanos inauguraram ontem no Congresso Nacional uma nova estratégia retórica baseada em três pontos chaves: insistir que a solução da crise será pela Constituição, defender a "blindagem" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal de Contas da União (TCU), onde tramitam processos que podem levar a cassação da presidente Dilma Rousseff; e defender a renúncia, mas sempre ressaltando que isso seria "um gesto de grandeza".
O rearranjo começou a ser desenhado em um almoço na segunda-feira em São Paulo no apartamento de FHC e do qual participaram o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves, presidente do PSDB. Antes de reunir a dupla - ambos postulantes ao posto de candidato ao Palácio do Planalto em 2018 - o ex-presidente consultou o senador José Serra (SP), que também desponta na lista de virtuais presidenciáveis.
Em outra reunião, na manhã de ontem, em Brasília, o Grupo de Análise Estratégica da sigla sacramentou a estratégia. "A solução (para a crise) será pela Constituição. Daremos prioridade a blindagem dos tribunais contra qualquer tipo de constrangimento. Não vamos permitir que haja qualquer tentativa, como noticiam vários veículos de imprensa, de manietar os tribunais", afirmou o senador mineiro Aécio Neves.

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