Divergências, polaridade e muita argumentação marcaram a reunião da executiva municipal do PSDB, ontem, em Londrina. O partido definiria seu posicionamento no segundo turno mas deixou a decisão para hoje, à espera de uma conversa entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Nedson Micheleti (PT). As principais posições eram manter a neutralidade ou apoiar o PT, mas houve quem destoasse da maioria.
Candidata a vereadora, Lurdinha do Povo foi a primeira a se manifestar. Ela denunciou que os ''comandantes'' de Londrina trabalharam contra Hauly candidato no primeiro turno e declarou: ''Podem me expulsar do partido, mas vou apoiar o seo Antônio Belinati''. Após o breve discurso, a candidata se retirou da reunião.
Diversos membros da executiva ora defenderam o apoio a Nedson ora queriam a neutralidade. Valter Orsi ponderou que, em princípio, não gostaria de votar em nenhum dos candidatos. ''O partido deu a melhor opção para a cidade mas não ganhamos. Estamos numa situação extremamente delicada. Não é apoio ao Nedson nem ao PT. O que está em jogo é a nossa cidade'', argumentou.
Amauri Scudero chamou a atenção para a eleição de 2006 e disse querer do PT um compromisso para o pleito futuro. ''O PT usa a máquina pública, vende e pede o troco''. Scudero, entre outras críticas, acusou o Partido dos Trabalhadores de ter pedido, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, a manutenção da candidatura de Belinati na disputa pela prefeitura.
Outros membros manifestaram preocupação quanto a ficar em cima do muro. Houve manifestações do tipo ''escolher entre o demônio e o coisa ruim eu fico com o coisa ruim'', que no caso seria o PT. Muitos argumentaram que a neutralidade era o mesmo que apoiar Belinati, teoria rejeitada pela maioria.
Hauly atacou dizendo que Nedson nem ao menos o procurou para conversar. ''Se o Nedson tivesse 10 pontos na frente ele mandaria banana para nós'', afirmou. O candidato salientou não ter responsabilidade quanto ao resultado da eleição. ''Não nos omitimos, apresentamos candidato em todas as eleições'', justificou.

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