Brasília - Depois de sofrer pressões de políticos e de movimentos sociais ao longo dos últimos dias, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse que fica na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara atendendo a um pedido de seu partido. ''Meu partido pediu que eu ficasse, então eu fico'', disse. ''Eu tenho um pronunciamento para fazer amanhã (hoje) na hora em que estiver conduzindo a presidência.''
Manifestantes contra Feliciano na presidência da comissão foram barrados na entrada do salão principal da Câmara, mas protestaram nos corredores e em frente ao Congresso. O ato foi convocado pelas redes sociais. Congressistas opositores do pastor protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) mandado de segurança em que pedem a anulação da eleição de Feliciano. Afirmam que a votação, a portas fechadas, não teve aval de todos os integrantes da comissão e, por isso, foi irregular.
A comissão faz hoje a primeira reunião sob o comando do pastor. Feliciano tirou da pauta propostas polêmicas como a que previa um plebiscito sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo. A nova pauta traz parte dos requerimentos de autoria do próprio pastor, como os que preveem audiências públicas para debater temas como a situação de moradores de rua, a exploração sexual de crianças e o desafio da inclusão no mercado de trabalho.

mockup