PSB veta aliança com PFL-Londrina
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segunda-feira, 10 de julho de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
O presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, vetou a coligação de seu partido com o PFL em Londrina. O documento que explica as razões do veto foi encaminhado na semana passada para Dora Barnabé, candidata a vice-prefeita da sigla na chapa do pefelista Farage Kouri. Hoje, Kouri tentará conversar com Arraes pedindo a reconsideração da decisão, já formulada pelo diretório municipal do PSB. O resultado deve sair até quinta-feira.
O presidente estadual do partido, Severino Nunes de Araújo, disse ontem à Folha que dificilmente o recurso será reconsiderado. O congresso nacional do partido determinou a restrição das coligações. O congresso definiu ainda que os diretórios dos municípios com mais de 200 mil eleitores deveriam primeiro consultar a executiva nacional sobre alianças e não firmá-las para depois saber de sua viabilidade, criticou.
Para Araújo, que esteve anteontem em Londrina para conversar com Dora Barnabé, o diretório local forçou uma situação. Ninguém quer ser atropelado, reforçou. Foi ele quem relatou à executiva nacional a existência da coligação. O dirigente reconheceu que se houvesse uma consulta prévia, a aliança poderia ter sido avalizada pela executiva nacional, como ocorreu em Curitiba. Na capital, o PSB está coligado com o PFL de Cassio Taniguchi, com apoio da cúpula nacional. Discutimos com antecedência. Em Londrina, faltou cuidado.
A candidata a vice-prefeita reconheceu que a consulta à executiva nacional do PSB só foi feita depois de consumada a aliança. A decisão saiu na última hora, justificou. Ela reconheceu que a posição de Arraes, expressa no documento encaminhado pelo diretório nacional é muita clara em relação ao veto, mas disse que o partido é democrático e não se negou a analisar a reconsideração.
Segundo Dora, o recurso não poderia deixar de ser utilizado. Política é isso: conversar, reavaliar, rediscutir. Ninguém trabalha com uma posição definitiva, argumentou. Ela estima que a resposta do PSB deve sair até depois de amanhã e demonstrou estar disposta a acatá-la, mesmo que seja pela saída da coligação. No meu entendimento, decisão do partido é para ser acatada, mas vamos submetê-la ao diretório municipal, argumentou.
A candidata disse que resolveu entrar na disputa por considerar importante que o partido coloque suas propostas e busque espaço político para realizar seu trabalho e projetos. Mesmo que seja numa coligação isso é importante, defendeu. Dora admite que já está em campanha.
Farage Kouri disse ontem à Folha que não existe motivo para preocupações. Ele não acredita que a candidata seja obrigada a deixar o pleito. Não há nada para se preocupar. Isso é coisa de adversário político que está tentando nos enfraquecer. Apesar disso, ele pretende conversar ainda hoje com o presidente nacional do PSB. O bom senso tem que prevalecer, defendeu.
Além de Arraes, ele também pretende se reunir com o presidente estadual do partido. A Dora quer, o partido no município quer e acredito que o Severino apóie. (Colaborou Lucilia Okamura)


