Brasília - A Executiva Nacional do PSB reúne-se na quinta-feira, a partir das 10 horas, em Brasília, para discutir a manutenção ou não da candidatura de Anthony Garotinho à Presidência da República. Participam do encontro o presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, o governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e o próprio Garotinho. O ex-governador fluminense está sob pressão para renunciar por causa da queda de seu nome nas pesquisas de intenção de voto. Na última pesquisa realizada pelo Instituto Sensus para a CNT, Garotinho aparece em quarto lugar na intenção de votos, com uma queda de 3,5 pontos porcentuais.
O movimento dentro do partido pela renúncia de Garotinho ganha força nos vários Estados em que candidatos do PSB à Câmara e ao Senado estão com dificuldades. Até agora, nove partidos chamados ‘‘nanicos’’ ainda não formalizaram o apoio esperado pelo presidenciável do PSB.
Para o deputado Pedro Valadares (PSB-SE), a situação atual da candidatura do ex-governador é ‘‘muito delicada’’ e merece uma avaliação cuidadosa. ‘‘Os grandes líderes têm de saber a hora de avançar e de recuar. Estamos correndo alto risco. Eu diria altíssimo’’, afirmou Valadares, referindo-se às dificuldades de eleição de uma bancada federal significativa pelo PSB.
Garotinho, porém, reafirmou que irá manter-se na disputa pela sucessão presidencial e que não pensa em desistir de sua candidatura em favor do petista Luiz Inácio Lula da Silva. ‘‘A minha candidatura não está à venda. Minha candidatura não tem preço.’’
Quanto ao resultado da última pesquisa de intenção de votos, Garotinho argumentou que não caiu na disputa, se os números da pesquisa CNT/Sensus forem comparados aos do Ibope. ‘‘Não venho caindo, eu tenho 13% na última pesquisa do Ibope e 13% nesta (CNT/Sensus). Permaneci estável, portanto’’, afirmou.
Governador do Rio de Janeiro até abril deste ano, Garotinho prometeu anunciar o vice em sua chapa também na quinta-feira, como forma de responder aos defensores da retirada de sua candidatura.
Garotinho contava com o apoio do PL em alguns Estados para fortalecer sua campanha, mas a aliança nacional firmada pelo PL com o PT, na semana passada, prejudicou sua estratégia eleitoral.

mockup