Curitiba - O PSB entrou ontem com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná para tentar tirar o mandato do deputado estadual Mário Roque (PMDB), empossado na semana passada na Assembleia Legislativa na vaga renunciada por Fernando Ribas Carli Filho (PSB).
A representação é sustentada na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata da perda de mandato por infidelidade partidária, publicada no final de 2007. O PSB acredita que a vaga pertence à legenda porque Roque, embora eleito pelo PSB em outubro de 2006, acabou saindo da legenda no ano de 2007. O comando do PSB defende que a cadeira pertence ao segundo suplente da legenda nas eleições de 2006, o advogado de Maringá Wilson Quinteiro.
Roque alega que foi pressionado a deixar a sigla depois que foi convidado pelo governo do Estado para assumir uma secretaria especial ligada ao Litoral. Trecho da resolução do TSE define a existência de quatro casos de desfiliação partidária que podem ser considerados ''justos'', o que tiraria o direito do partido político de pedir o mandato eletivo: incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; e grave discriminação pessoal.

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