PSB decide manter candidatura
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
Ricardo MignoneAgência Folha 
Brasília - O presidenciável Anthony Garotinho (PSB) afirmou ontem que não pensa em desistir de disputar a sucessão de Fernando Henrique Cardoso no próximo dia 6 de outubro.
''Não existe possibilidade de renúncia. Essa possibilidade é zero'', garantiu, em Brasília, onde teve uma reunião de emergência da coordenação da campanha, na qual foram discutidas estratégias para melhorar o desempenho do partido, que está no quarto lugar nas pesquisas.
O pronunciamento foi uma resposta a diversos integrantes do PSB que vêm criticando a campanha e cobrando publicamente a desistência do candidato. O presidente do partido, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, mantém o apoio a ele.
A principal divergência diz respeito à estratégia utilizada na campanha. Enquanto alguns dirigentes defendem uma concentração dos trabalhos entre os eleitores do segmento evangélico, outros membros do PSB criticam o que chamam de ''evangelização'' da campanha.
Garotinho se defendeu: ''Sempre afirmei que sou candidato de todos os brasileiros. Quanto a minha participação em eventos evangélicos, ela se dá da mesma forma que acontece com outros candidatos. Tá certo que eu participo mais, porque sou evangélico''.
O presidenciável mostrou que está sendo pragmático ao defender a concentração de esforços nos temas associados à religião. ''A estratégia é fortalecer a campanha em um segmento que tem a predisposição de votar no candidato evangélico'', disse.
Para isso, Garotinho faz até novos planos publicitários: o candidato pretende distribuir cerca de 50 mil fitas de vídeo com imagens dele participando de cultos. Além disso, vai investir na criação de ''comitês de campanha familiares'', apostando na motivação de seus eleitores.
Problemas financeiros - Apesar de descartar a possibilidade de renunciar à candidatura, Garotinho reconheceu os problemas financeiros enfrentados pela campanha. Ele disse que até se orgulha disso, pois esta seria a prova de que ele teve uma boa atuação no governo do Rio de Janeiro. ''Se não tenho dinheiro para a campanha, é a prova de que não roubei e de que não desviei recursos'', disparou.


