PSB: campanha melancólica
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segunda-feira, 12 de agosto de 2002
Gilse Guedes<br>Agência Estado 
Brasília - O candidato da Frente Brasil Esperança a presidente, Anthony Garotinho (PSB-PGT-PTC), participou hoje de uma caravana pelas cidades-satélites do Distrito Federal, acompanhado apenas de um candidato a deputado distrital. No carro de som, a filha de Garotinho Clarissa, de 21 anos, assumiu o papel de animadora.
Ignorado pelo partido no Distrito Federal, uma vez que o candidato a governador Rodrigo Rollemberg (PSB) declarou ser contra a candidatura presidencial de Garotinho, o socialista conta com o apoio do candidato a governador Benedito Domingos (PPB), também um líder evangélico, que também não participou da caravana.
O clima de fim de festa na passagem de Garotinho foi reforçado com o cancelamento, na última hora, da inauguração de um comitê de campanha. Mais melancólico ainda foi o candidato da Frente Brasil Esperança ter de sair do carro, no meio do caminho, para pedir ao responsável pelo carro de som que trocasse uma música popular, tipo 'axé music', pela de campanha.
Mas quando, chegou ao aeroporto, Garotinho ainda estava animado e resolveu apostar em parte significativa do eleitorado, os funcionários públicos. Prometeu que, se eleito, o governo promoverá a reposição das perdas salariais do funcionalismo público. Segundo o candidato da Frente Brasil, existe um falso argumento para justificar o arrocho salarial como uma necessidade para se obter o superávit fiscal.
''Quer dizer que o Brasil não vai atingir metas de superávit fiscal por causa do aumento do salários do funcionalismo? Isto é querer desviar o foco do principal'', afirmou. Lembrando que, em 2001, o País gastou R$ 107 bilhões com o pagamento de juros, Garotinho ressaltou: ''Quer dizer que dinheiro para os banqueiros tem e para o funcionalismo não tem? É tudo uma questão de prioridade.''


