PSB apoiará Beto e PDT se alia a Gleisi
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
PSB e PDT realizaram, ontem, suas convenções estaduais no Paraná. Enquanto o partido do presidenciável Eduardo Campos confirmou a manutenção da aliança com o governador Beto Richa (PSDB) firmada e renovada desde as eleições para a prefeitura de Curitiba em 2004, o PDT confirmou o apoio a Gleisi Hoffmann (PT), aliança que levou à eleição de Gustavo Fruet (PDT) na capital e que repete o palanque de 2010, quando o candidato foi Osmar Dias (PDT).
Com a presença do governador, o PSB formalizou a aliança que cria uma situação curiosa, o partido de um presidenciável (Campos) apoiando um candidato de uma legenda adversária na eleição nacional (Aécio Neves é candidato a presidente pelo PSDB). Para o presidente do PSB paranaense, Severino Araújo, não há constrangimento e nem contradição. "Trabalharemos para eleger o Eduardo presidente e o Beto governador. E o PSDB nos garantiu que Eduardo terá palanque aqui. A propaganda já está sendo feita toda com ele e o Beto", disse. O partido também apoiará a candidatura de Alvaro Dias (PSDB) ao Senado, indicando Edson Casagrande como suplente.
O PSB decidiu manter a ata em aberto, para fechar apenas no dia 30 a questão das coligações nas eleições proporcionais. Temos candidatos suficientes para uma chapa própria, mas há o entendimento de que devemos estudar as coligações. O que posso garantir, é que não entraremos em chapão", disse Severino.
Coligação com o PT na chapa para deputado estadual e indicação do candidato ao Senado são as reivindicações do PDT, que aprovou, ontem, a adesão à campanha de Gleisi Hoffmann. O partido deve lançar chapa pura para a Câmara dos Deputados. A convenção encerrou com a definição de uma lista de três nomes a serem enviados ao PT para avaliar o possível candidato ao Senado: o vereador de Curitiba Jorge Bernardi, o deputado estadual André Bueno e o ex-deputado Léo de Almeida Neves.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que o Paraná parte para uma eleição acirrada e até brutalizada com a presença de três candidatos muito fortes. "É uma eleição aberta e um cenário inédito. O debate será muito intenso, mostrando que não houve uma consolidação política do atual governo. Certamente será uma das eleições em que mais se via discutir diferenças de opinião em relação à condução do Estado", disse. Fruet comprometeu-se a ser um cabo eleitoral de Gleisi, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana, berço eleitoral do governador Beto Richa.
Fruet disse não acreditar que a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff ou a crise com o deputado federal André Vargas prejudiquem a candidatura de Gleisi. "O eleitor contra o PT já está consolidado e as avaliações negativas são para todos os governantes, neste momento novo que o País está vivendo", disse.


