Proximidade de votação do impeachment paralisa pauta na AL
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba A proximidade da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo plenário da Câmara, neste domingo, vem afetando também os trabalhos na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Ao contrário do ano passado, quando questões polêmicas foram votadas, algumas delas no afogadilho, como a reforma na Paranaprevidência e o chamado ajuste fiscal do governador Beto Richa (PSDB), as três sessões desta semana foram de poucos projetos relevantes. Ontem, por exemplo, estavam na ordem do dia apenas oito mensagens, incluindo a 401/2015, que insere no calendário oficial de eventos o Natal de Pato Branco, e a 890/2015, que cria o Dia das Meninas da Ordem Arco-Íris. Ambas são de autoria de Guto Silva (PSD).
Para o deputado Tadeu Veneri (PT), as pessoas estão, de fato, bastante paralisadas em todas as suas ações. "Alguns estão perplexos, alguns muito preocupados e outros, irresponsavelmente, colocando uma animosidade muitíssimo acima daquilo que é razoável. E a Assembleia reflete esse momento. Se nós olharmos para a pauta, ela é absolutamente desnecessária, do ponto de vista de presença de votações. É burocrática, administrativa... Mas creio que isso na segunda-feira será superado. Teremos uma situação diferente, seja pela aceitação do impedimento da presidente da República - e aí haverá um desdobramento com encaminhamento ao Senado e 180 dias para que tenhamos um resultado -, seja pela negativa, e a vida volta os trilhos. Espero que isso aconteça e que possamos retomar o País", comentou.
Vice-líder do governo na Casa, Hussein Bakri (PSC) faz leitura semelhante, no entanto, culpa a administração petista pela paralisação. "O País está parado desde o ano passado. Está imerso numa crise que eu jamais vi em 50 anos de idade. Agora ela ficou mais forte porque a indecisão política afetou a economia. Aqui no Legislativo é evidente que nos últimos dias essa questão tomou conta, até porque existem deputados que fazem parte do governo federal, dos partidos, e defendem rigorosamente aquilo que nós não concordamos - acham que é um golpe e a população está errada", afirmou. O parlamentar disse ainda que, mesmo sem matérias "exorbitantes", a AL caminha normalmente. "Para se ter uma ideia, hoje (ontem) tivemos quatro audiências públicas ao mesmo tempo, assuntos importantes sendo discutidos, as comissões estão funcionando muito bem... Está andando, mas sem turbulência."


