Promovido por meio dos editais 82 e 83 do ano passado, o concurso para a área de saúde previa a contratação de 432 profissionais e teve mais de 13 mil inscritos. A primeira prova foi aplicada em 15 de julho do ano passado. O certame, entretanto, foi anulado após a identificação de que as questões eram semelhantes a provas aplicadas em outros municípios do País. Também houve denúncias de quebra de sigilo na elaboração das provas. Os casos são investigados pelo Ministério Público, que recomendou o cancelamento.
A suspensão deu um prejuízo de R$ 407 mil à prefeitura. Os problemas levaram à instauração uma ação por improbidade administrativa envolvendo o então secretário de Saúde Francisco Eugênio Alves de Souza e 14 servidores municipais. Na sequência, Francisco Eugênio acabou pedindo exoneração do cargo.
Com a anulação, a prefeitura teve de fazer contratações temporárias enquanto as vagas do concurso não eram preenchidas. A MS Concursos, do grupo Sarmento, venceu licitação para elaborar e aplicar uma nova prova, ao custo de R$ 215,1 mil. A empresa já tinha histórico de certames cancelados para o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina e para a Polícia Civil do Pará.
Uma nova prova foi aplicada no fim de dezembro, mas a troca de envelopes levou a novo cancelamento do concurso para os cargos de condutor socorrista, técnico de enfermagem em Saúde da Família e técnico da saúde em urgência e emergência. Mais tarde, em janeiro deste ano, a Sarmento confirmou à prefeitura plágio em questões para o cargo de médico da Saúde da Família, que também foi cancelado. Novos testes foram aplicados para as quatro categorias no mesmo mês. (L.F.W.)

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