Brasília - A Palácio do Planalto enfrentou ontem dois protestos que alteraram o humor de autoridades e funcionários. Desde o começo da manhã, um grupo de ex-agentes da Aeronáutica fez um buzinaço, com vuvuzelas e fogos de artifício, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Planalto, pedindo a reintegração ao quadro de pessoal da força.
No início da tarde, uma moradora de São Bernardo do Campo tentou chegar ao gabinete da presidente Dilma Rousseff, para reclamar da situação habitacional no ABC paulista.
Com uma criança no colo, Eliane dos Santos Silva foi contida por seguranças no pé da rampa interna que dá acesso ao terceiro andar do Palácio, onde está o gabinete presidencial. A reportagem apurou que a manifestante mora no Paraná, mas protestava contra a situação habitacional na região de São Bernardo do
Ela entrou no Palácio do Planalto como visitante. Mas, em seguida, aos gritos, começou a correr pelos corredores e conseguiu chegar ao Salão Nobre, no segundo andar, onde são realizadas as principais solenidades, e que dá acesso ao gabinete de Dilma.
''Todo mundo tem direito à habitação. Eu sou mãe de três filhos. Direito para pobre não tem. Para rico, sempre arranja uma brechinha. Todo mundo aqui pensa que pobre é burro'', disse a mulher, chorando, enquanto era levada por seguranças para uma sala.
A manifestante foi recebida por um assessor da Secretaria-Geral da Presidência.
A reportagem apurou que a mesma mulher já havia estado no Planalto na semanda passada. Na ocasião, ela ameaçou jogar o filho no espelho d'água em frente ao palácio para conseguir o encontro com Dilma.

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