São Paulo - A Frente Brasil Popular, composta por entidades do movimento de esquerda e centrais sindicais, convocou manifestantes contrários ao presidente interino Michel Temer para ir às ruas hoje. Estão agendados protestos em São Paulo, Brasília, Rio e outras 34 cidades, sem contar atos fora do Brasil. Em São Paulo, a manifestação será ao longo da avenida Paulista e o carro de som principal ficará em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
De acordo com Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), haverá um trio elétrico, além de um palco para intervenções artísticas e outro de apoio à imprensa.
A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmada no evento. A presidente afastada, Dilma Rousseff, estará em São Paulo, mas sua presença não está certa. Este será o primeiro ato unificado da Frente Brasil Popular desde que Temer assumiu a presidência interinamente, há menos de um mês.
De acordo com Bonfim, as entidades trabalham para realizar um protesto "de fôlego". Segundo ele, "os áudios (do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado) revelam aquilo que já vinhamos denunciando antes do impeachment: o objetivo de retirar a presidente Dilma não era combater a corrupção". Bonfim rebate os argumentos pró-impeachment de que Dilma não tinha estabilidade para governar, lembrando que já houve duas trocas de ministro realizadas por Temer - Torquato Jardim assumiu a Transparência no lugar de Fabiano Silveira e Dyogo Oliveira entrou no Planejamento no lugar de Romero Jucá. Ele acrescenta que três "estão na corda bamba", referindo-se aos ministros Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Fábio Osório (Advocacia-Geral da União) e à secretária Fátima Pelaes (Políticas para as Mulheres). "Nossa mobilização de rua é no sentido de pressionar o Senado e impedir que o impeachment da presidente Dilma seja aprovado", concluiu.

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