A Federação Catarinense das Associações de Municípios (Fecam) calcula em 80% a adesão das 293 prefeituras do Estado ao protesto contra a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). De acordo com o secretário executivo da entidade, Miguel Augusto Faraco, as prefeituras resolveram fechar as portas esta semana para protestar contra a emenda que prorroga o FEF até 1999. ‘‘A paralisação pode se manter na semana que vem’’, disse ontem à Folha.
O movimento segue os moldes do protesto do Noroeste do Paraná, onde as prefeituras estão executando apenas os serviços essenciais. Mas, segundo Faraco, a Fecam não vai limitar o movimento a essa paralisação. ‘‘Semana que vem vamos deflagrar uma campanha com outdoors e propagandas em rádio e TV denunciando os deputados e senadores que votaram a favor do FEF’’, avisa. ‘‘É o nosso troco para as eleições do ano que vem’’, completa.
Faraco diz que não dá para aceitar o ‘‘mel’’ que o governo federal tentou passar no ‘‘bico’’ dos prefeitos com o anúncio da liberação de recursos do BID em troca da aprovação do FEF. ‘‘São empréstimos, e empréstimos exigem capacidade de endividamento dos municípios. Coisa que eles não têm’’, garante. ‘‘Já que o governo joga com todas as armas, nós vamos jogar com as nossas. É o contra-ataque’’, explica, acreditando nos bons resultados da campanha. Santa Catarina tem 16 deputados federais e três senadores.
O prefeito ameaça pressionar o Congresso mesmo após a aprovação do FEF. ‘‘Não descartamos uma caravana a Brasília com representantes dos três estados do Sul e adesão de outras regiões também’’, disse. (P.Z.)

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