Manifestantes trocaram socos e empurrões com seguranças da Rede Brasil Amazônia (RBA), emissora da família do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), no final da tarde de ontem. O tumulto aconteceu em frente à sede da emissora, em Belém e ocorreu quando os manifestantes – integrantes de uma passeata pela cassação de Jader e dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF) – tentaram fixar faixas nos portões da RBA.
Gritando palavras de ordem e acusando Jader de ter adquirido a emissora com dinheiro desviado da Superintendente do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), os manifestantes tentaram invadir o prédio da emissora para lavar o pátio e afixar cartazes contra o senador. Os seguranças reagiram e houve troca de agressões. Um carro da Polícia Militar (PM) esteve no local, mas ninguém foi preso. Não houve feridos e os manifestantes deixaram o local no início da noite.
A passeata foi organizada pela União Brasileira dos Estudantes (UBES), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Um boneco representando Jader, ornamentado com várias pererecas de papel, acompanhou a passeata. As pererecas são uma referência ao ranário de propriedade de Márcia Centeno, mulher do presidente do Senado. Ela é acusada de irregularidades na aplicação de R$ 9,6 milhões emprestados ao ranário pela superintendência. A mulher de Jader nega a acusação.
Este é segundo protesto contra Jader, ACM e Arruda em Belém. Anteontem, uma passeata organizada pela UBES reuniu cerca de 500 pessoas. Hoje, o protesto contou com a participação de cerca de mil manifestantes. Os dois protestos tiveram o mesmo roteiro: saída da praça do Operário e caminhada até as sedes da extinta Sudam e da RBA. ‘‘Queremos que os corruptos sejam presos e devolvam o que roubaram’’, afirmou o estudante Mário Maia.

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