Protesto contra redução no FPM ganha mais adesões
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pode passar de 40 o número de prefeituras que fecharão as portas hoje em protesto contra a redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Os prefeitos pedem a revisão nos números do FPM e a retomada dos repasses no mesmo nível dos que foram feitos em 2008. Além das 26 prefeituras da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) que já haviam anunciado a paralisação na segunda-feira, outras 16 integrantes da Associação dos Municípios do Centro do Paraná (Amocentro) devem participar do protesto.
Segundo o presidente da Amuvi e prefeito de Cruzmaltina (86 km ao sul de Apucarana), Maurício Bueno de Camargo (PSDB), a participação das cidades da Amocentro foi acertada em reunião ontem. Segundo Camargo, em Cruzmaltina houve uma queda nos repasses da ordem de 30% em relação a 2008. ''Cerca de 80% do orçamento do município depende do FPM'', aponta.
O governador Roberto Requião (PMDB) criticou ontem a iniciativa dos prefeitos durante a reunião semanal do secretariado. Ele disse que o protesto é ''campanha eleitoral''. ''Precisa discutir de forma administrativa. Não há dúvidas de que os prefeitos vão receber'', defendeu.
Para Camargo, o protesto é uma ''forma simples'' de chamar a atenção para os problemas que os prefeitos vêm enfrentando. ''É uma preparação para a reunião dos prefeitos com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no próximo dia 3 de agosto, em Curitiba'', informou.
O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), Moacyr Fadel (PMDB), não quis comentar a iniciativa da Amuvi. Segundo ele, somente após o encontro com o ministro é que a instituição deve se pronunciar sobre o caso.


