RomaMais de duas milhões de pessoas responderam ontem à convocação da Confederação Geral do Trabalho (CGIL, esquerda) para protestar em Roma contra o terrorismo e a política social do governo de Silvio Berlusconi, anunciou o principal sindicato italiano.
O secretário-geral da CGIL, Sergio Cofferati, se colocou à frente de um dos seis cortejos que convergiram para o Circo Máximo, no coração da Roma Antiga, único lugar da capital italiana com espaço suficiente para acolher a multidão.
A passeata, desprovida de qualquer conotação festiva e realizada depois do assassinato na última terça-feira do conselheiro do Ministério de Assuntos Sociais, cuja autoria foi reivindicada pelas Brigadas Vermelhas, acabou cerca das 15 horas.
Em sinal de luto, vários cartazes tinham faixas pretas e o lema da manifestação, em princípio concebida para lutar contra a reforma do artigo 18 do Código Trabalhista, transformou-se em outro: ‘‘O terrorismo mata a liberdade’’.
O artigo 18 do Código do Trabalho, que o governo quer suprimir para flexibilizar o mercado de trabalho, obriga as empresas a readmitir automaticamente todo trabalhador que tenha sido demitido sem justa causa.
BerlusconiO presidente do conselho italiano, Silvio Berlusconi, disse sexta-feira que ‘‘a luta contra o terrorismo é um objetivo conjunto’’ e que ‘‘os terroristas devem saber que não deterão as reformas’’, em uma mensagem radiofônica e por televisão sobre o assassinato do economista Marco Biagi.
‘‘Os terroristas devem saber que não vão deter as mudanças e que não alterarão a ação deste governo e de sua maioria’’, acrescentou durante a mensagem, que durou cinco minutos.

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